quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

A FARSA


A FARSA e os farsantes denunciados na excelente crónica de Santana castilho :" Teatro de sombras" . Sobre a ADD e a farsa menor de trivial fingimento, escreve :

"... tamanha tragédia só permanece em cena porque grande número de actores reescreve sadicamente nas escolas os guiões oficiais, numa psicótica fusão entre abusadores e abusados, entre personagens e actores, entre professores e burocratas."

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PROTESTO - GERAÇÃO À RASCA - ver vídeo - clica aqui !

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

O crocodilo espreita.


O crocodilo espreita .

Os professores andam anestesiados, tristes, revoltados, cabeça baixa e lembram-me formiguinhas a serem esmagadas por bota pesada. Nunca a alienação pelo trabalho foi tão longe nas escolas, nunca a escravização e proletarização estiveram tão perto e, que fazem alguns professores, alheios a tudo isto? Trabalham mais que antes, muito mais que antes, à espera duma avaliação altíssima que os faça entrar no reino dos céus. Será mesmo?! Pobres coitados, como tenho pena deles, ainda não perceberam que serão “comidos”. Lembram-se dos conciliadores e oportunistas que, ao atravessar um rio cheio de crocodilos, enquanto outros morriam lutando, iam alimentando os “monstros”, na esperança de sobreviverem e terem um lugar ao sol. Sabem o que lhes aconteceu? - Ficaram para a sobremesa, mas foram devorados, literalmente devorados, pereceram, tristemente e sem história, numa negação de vida e de honra, própria, bem própria de todos os oportunistas e conciliadores de meia-tijela. Por isso, se vos posso dar um conselho, é este: despejem-se de vãs ilusões e juntem-se à luta, ela rebentará, mais dia, menos dia, mais mês menos mês.
Entre os que alimentaram o crocodilo, há uns quantos Directores, que, agora, em desespero de oportunismo procuram uma margem segura para se abrigarem, por onde andaram, que fizeram? Nenhuma das reformas da Milú os incomodou, foram fiéis e acérrimos serventuários da ofensiva contra a escola pública e contra os professores. “Mais papistas que o papa”, não hesitaram em perseguir quem pensa diferente. A tutela era o seu Deus. Por estes dias, navegam sem destino, sem honra, desaustinados, mais baralhados que nunca, o crocodilo vai cercando a barca do poder. Destes não tenho pena. - “ Croco”! Avança rápido e forte para que nas tuas mandíbulas pereça a vil tirania! As tuas lágrimas não mais serão de crocodilo, mas sim, um compósito de sem carácter e sem vergonha, nauseabundo, muito nauseabundo. E, quando o teu cheiro não for mais suportável, morrerás às mãos dos professores em luta.

Revolução na escola. Será ? ( CLICA AQUI !)
E, não se esqueçam, amanhã é longe demais ...

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

sábado, 18 de dezembro de 2010

FIEL SERVENTUÁRIO (A)

CHEGÁMOS A UM PONTO EM QUE A FALTA DE DIGNIDADE É TÃO GRANDE QUE FICA DIFÍCIL DIZER ALGUMA COISA.
Pedro Abrunhosa, entrevista à NS de 18 de Dezembro de 2010.

O FIEL SERVENTUÁRIO

Não sei se é por natureza se da educação ou situação, mas o fiel serventuário não passa de um escroque. Às vezes, só damos conta que estamos perante personagem tão execrável pelos traços distintivos. Sim! Porque à primeira vista o espécime é um professor como outro qualquer, mas não um qualquer. Acima de tudo e, antes de tudo o mais, serve-se a si próprio, os seus interesses, muito de carácter pessoal e só esses, os outros não existem, são um fingimento. Depois serve o “chefe”, o adorado e mui poderoso “capataz”, obedece-lhe cegamente, religiosamente, numa reverência idiota e de espírito medieval. Dobra-se ao tirano, humilha-se, trai amigos, colegas e outros, na busca incessante de uma migalha, de um favor que preserve os seus “instintos mesquinhos” de ser super-egoísta. A sala de professores, sim, a sala de professores é o seu lugar excelso, santo e sanha, lá se instala, ouve, regista, adocica e, “ em primeira mão”, leva ao capataz, a versão original, a puríssima e genuína versão de quem sabe do que fala, mas não fala verdade, nem com lealdade. Se ao chefe agradar a distorção, a mentira, tanto melhor, adaptar-se é a sua especialidade, o serventuário é primo direito do Camaleão. Sujeitar-se às circunstâncias do poder está-lhe na massa do sangue. Oportunista quanto baste, não olha a meios para atingir os fins. E os seus objectivos, sempre os mesmos do chefe, são imaculados, mas escondidos, muito escondidos, não vá alguém descobri-los. Vive aterrorizado, medo, muito medo é um dos seus traços distintivos. Vê adamastores em todas as janelas, nuvens no sol e quase não dorme. Cada vez mais se parece com uma coisa, uma coisa pouca, que se apouca, não presta e não age. Está algures entre o nada e o sujeito nulo. Apesar disso existe, anda por ai, espreita às esquinas e encosta nas avenidas. Para ser um “ Zé Ninguém” falta-lhe tudo, para ser alguma coisa faltam-lhe as qualidades. Parafraseando Almada Negreiros, um verdadeiro e fiel serventuário será aquele que reunir no seu máximo todas as qualidades e todos os defeitos. Coragem servo, só te faltam as qualidades !

Género e nome – Um traço distintivo do facínora é pertencer aos dois géneros. Serventuário ou serventuária, tanto faz, é tudo canalha. Nome, não há um nome, são muitos e variados os nomes. Depende da escola e das circunstâncias, daí que, seja apropriado chamar-lhe FILHO-Da-PUTA ou SAFARDANA!

Por isso mesmo, cada vez gosto mais do “ Kira”, o meu gato preto. Pelo menos, não engana ninguém, é interesseiro, sem dúvida, mia quando lhe interessa e convém, mas subserviência não lhe passa pela cabeça, servilismo muito menos, por mais que eu tente, só obedece quando quer e bem lhe apetece. Assim fossem os professores, de certeza estaríamos bem melhor. Oh! Se estaríamos.

Oh! Se os professores fossem como os gatos….como os gatos…


Para desanuviar ... Deolinda.



quarta-feira, 24 de novembro de 2010

ESTAMOS EM GREVE !

EM GREVE

Contra o SAFARDANA! Já que gosta tanto de armar em corredor, vamos CORRER com ELE!

PELA EDUCAÇÃO!

PELA DEMOCRACIA NA ESCOLA!

POR UM ALTERNATIVA DIFERENTE PARA O PAÍS!

E porque estou farto, muito farto de vampiros...



segunda-feira, 22 de novembro de 2010

É NOSSO DEVER LUTAR !

CONTRA

Contra o roubo nos salários.

Contra o roubo na nossa capacidade de gerirmos o tempo. Qual o meu horário, quando termina e acaba o trabalho para a escola? Há ou não limites?

Contra o fascismo que se instalou nas escolas.

Contra o medo.

Contra a submissão e a bufaria.

Contra um modelo de avaliação fascizante que serve apenas para reforçar os poderes tiranizantes dos capatazes de Sócrates.

Contra o congelamento dos salários.

Contra o actual estatuto da carreira docente.

Contra a redução em 803 milhões de euros das verbas para a educação.

Contra as palhaçadas ditas de certificação em PTes e outras invenções de propaganda socrática - por formação a sério.
Contra as desculpas, todas as desculpas inventadas e por inventar: FAÇO GREVE!

E

Por uma Escola Pública Democrática.

Pelo uso democrático das novas tecnologias é preciso utilizá-las para libertar e não para exigir mais e mais trabalho nos locais de trabalho.

Por um modelo de gestão democrático que restitua a verdadeira participação dos professores na vida da escola.

Pela redução do horário de trabalho.

Por uma greve geral vitoriosa

PELA DERROTA DO GOVERNO.

Por isto e por muito mais, É NOSSO DEVER LUTAR!

Pelo FUTURO! (Está na ordem do dia as 22horas na íntegra da componente lectiva, afinal, tão só, uma pequena parte do intensificar do ataque à dignidade docente).

Por isso, FAÇO GREVE!

PS

De novo as desculpas…

Estranho, estranho mesmo, que nas actuais circunstâncias se fale em não adesão à greve, como é possível… uma boa desculpa sabe sempre bem, mas a servidão mata, a dignidade não têm desculpas: EXIGE-SE!

É NOSSO DEVER LUTAR!

“ Ergue-te e ergue-te novamente: Até que os cordeiros se tornem leões.”

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Parecer do Dr. Garcia Pereira


Parecer do Dr. Garcia Pereira

Um grupo de professores ligado ao blogue “A Educação do meu umbigo” pediu ao Advogado e professor universitário Garcia Pereira um parecer sobre a constitucionalidade ou não dos cortes nos salários da função pública.

Depois de lermos o parecer só nos resta uma solução: recorrer aos serviços jurídicos dos sindicatos e levar a tribunal este governo de metralhas. Por mim, não perderei tempo algum, assim que se efectivar o corte, no dia seguinte, lá estarei em local próprio para accionar o respectivo processo. E, já agora , Pergunto:

Pode continuar a (des) governar-nos um grupo de facínoras que não cumpre as leis do Estado de Direito?

Pode continuar a decidir sobre a educação um senhor que tira um curso sem estudar? Que sabe ele de ensino, que sabe ele de educação, que sabe ele de avaliação? Pode este sujeito falar destas coisas? Pode, claro que pode. E sabe do que fala? Claro que Não! Claro que Não!

Por isso, dia 24 de Novembro, vamos mostrar-lhes mais uma vez o nosso descontentamento, vamos dizer-lhes que chega de roubar quem trabalha.

Texto Integral - CLICA AQUI !

Juízes reconhecem inconstitucionalidade dos cortes. CLICA AQUI !