quinta-feira, 10 de março de 2011

Que ninguém falte !

Em 12 de Março, os professores e educadores estarão em luta na defesa da Qualidade na Educação e no Ensino, das condições de trabalho nas escolas, do emprego, dos salários, dos direitos e, de uma forma geral, da Escola Pública.

“ Nunca, como hoje, foram tantas e tão graves as medidas impostas às escolas e aos professores. Nunca, como hoje, a Escola Pública foi tão posta em causa. Nunca, como hoje, a Educação de qualidade correu tantos riscos. Nunca, como hoje, os professores e educadores foram tão atacados nos seus direitos, na sua carreira, nos seus salários, na sua profissionalidade. Por estas razões, a contestação sente-se cada vez mais forte nas escolas, sendo certo que, em 12 de Março, se traduzirá num primeiro momento de regresso à rua de milhares de docentes que, após o plenário no Campo Pequeno, se dirigirão para o Ministério da Educação, manifestando-se aí contra estas medidas, estas políticas e os políticos que as decidem e aplicam!”

Síntese do manifesto da plataforma sindical

Modelo de Gestão.

Estranhamente, no manifesto da plataforma sindical divulgado em post anterior, não há uma única linha sobre o Modelo de Gestão Fascizante que aterroriza muitas das nossas escolas. Terá sido esquecimento, ou já se abandonou esta reivindicação? Desligar a contestação à avaliação da luta pela substituição de tal modelo é um erro grave, e, revela no mínimo incompreensão total sobre a espinha dorsal em que assenta a estratégia de dominação e destruição dos direitos dos professores. É preciso recuperar esta consigna, temos de reescrevê-la na nossa luta e recordá-la aos sindicatos.


terça-feira, 8 de março de 2011

Carnaval .

CARNAVAL muito a sério.

Sozinho em casa III!


Quando o José Sócrates acordou, descobriu que estava sozinho no
Palácio de S. Bento. Não havia ajudantes de campo; não havia

ministros, não havia cozinheiros; nem contínuos, nem mesmo os seus
mais fiéis assessores e ministros encontrou. Não havia ninguém.

José Sócrates pegou no carro e saiu para dar uma volta pela cidade e
ver se encontrava alguém. Mas a cidade estava deserta. Não havia
ninguém nas ruas de Lisboa, e ele voltou para o palácio muito
preocupado.

Daí a pouco, o telefone tocou. Era o António Costa.

- Zé? - Disse o António Costa - És tu?

- Sim, sou eu. Mas o que é que se passa? Não está ninguém aqui em
Lisboa? O que houve? Assim, não pode. Assim, não dá!

- É claro que não há aí ninguém! Nem em Lisboa nem no resto do país,
meu amigo. Tu não te lembras do teu discurso de ontem à noite na
televisão? Tu descontrolaste-te e disseste que quem não estivesse
satisfeito com o teu governo que fosse embora, que mudasse de país.

- Eu? Eu disse isso?! E agora? Então ficamos só nós dois aqui em Portugal?

- Nós dois, uma porra! Eu estou a telefonar de Paris...

Autor desconhecido - recebi via E-mail.


quarta-feira, 2 de março de 2011

Sair da Caverna .

É preciso sair das cavernas !

“Homens algemados de pernas e pescoços desde a infância, numa caverna, e voltados contra a abertura da mesma, por onde entra a luz de uma fogueira acesa no exterior, não conhecem da realidade senão as sombras das figuras que passam, projectadas na parede, e os ecos das suas vozes.”

Platão, República.

Desta vez é que é, acreditemos que sim. Parece que de novo a maré se vai levantar e erguerá de forma indestrutível. Temos de sair do muro de lamentações, das cavernas, que são as salas de professores, tornar visível e pública a luta. Lutar sem medo, sem tibiezas e sem disfarces. Ou arriscamos e de uma vez por todas enfrentamos de frente o monstro que oprime as escolas e os professores em particular, ou calamo-nos para sempre. A escolha é nossa, é vossa, de todos e de cada um: continuar sobrevivendo submissos, sem carácter, sem dignidade, ajoelhados, ou, mais uma vez, erguer a cabeça e seguir em frente. O mais fácil é sucumbir ao desânimo, à frustração, ao “deixa que os outros fazem”, mas esta não é uma forma digna de viver, não é uma forma corajosa de SER PROFESSOR.

O PROFESSOR tem o dever moral de ser um cidadão justo, tem o dever de não ficar indiferente. Como pode falar de cidadania quem vive aprisionado na caverna de costas para a luz e só vê sombras, mas não ousa subir o muro para contemplar a realidade.

O PROFESSOR combate as trevas, ensina os caminhos, desvenda a realidade e os saberes, aponta novos rumos, outras maneiras de ver e sentir. O conformismo é negação do saber, o contrário do conhecimento. Conhecimento é acção, partilha e luta contra o obscurantismo e toda espécie de malvadez, por isso, não é digno de respeito o que se resigna e aceita a escravidão. Respeitemo-nos para que nos respeitem!

É verdade que ainda não curámos as feridas da traição de alguns dirigentes sindicais, o sangue ainda jorra e a ferida dói, mas, com dores ou sem dores, o momento é de unir esforços, porque chegará o momento em que a maré de tão alta e forte destruirá a rocha arrastando consigo todos os que nos venderam aos Cavalos de Tróia.

Manifesto da plataforma sindical - CLICA AQUI !


quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

A FARSA


A FARSA e os farsantes denunciados na excelente crónica de Santana castilho :" Teatro de sombras" . Sobre a ADD e a farsa menor de trivial fingimento, escreve :

"... tamanha tragédia só permanece em cena porque grande número de actores reescreve sadicamente nas escolas os guiões oficiais, numa psicótica fusão entre abusadores e abusados, entre personagens e actores, entre professores e burocratas."

TEXTO COMPLETO - CLICA AQUI !


PROTESTO - GERAÇÃO À RASCA - ver vídeo - clica aqui !

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

O crocodilo espreita.


O crocodilo espreita .

Os professores andam anestesiados, tristes, revoltados, cabeça baixa e lembram-me formiguinhas a serem esmagadas por bota pesada. Nunca a alienação pelo trabalho foi tão longe nas escolas, nunca a escravização e proletarização estiveram tão perto e, que fazem alguns professores, alheios a tudo isto? Trabalham mais que antes, muito mais que antes, à espera duma avaliação altíssima que os faça entrar no reino dos céus. Será mesmo?! Pobres coitados, como tenho pena deles, ainda não perceberam que serão “comidos”. Lembram-se dos conciliadores e oportunistas que, ao atravessar um rio cheio de crocodilos, enquanto outros morriam lutando, iam alimentando os “monstros”, na esperança de sobreviverem e terem um lugar ao sol. Sabem o que lhes aconteceu? - Ficaram para a sobremesa, mas foram devorados, literalmente devorados, pereceram, tristemente e sem história, numa negação de vida e de honra, própria, bem própria de todos os oportunistas e conciliadores de meia-tijela. Por isso, se vos posso dar um conselho, é este: despejem-se de vãs ilusões e juntem-se à luta, ela rebentará, mais dia, menos dia, mais mês menos mês.
Entre os que alimentaram o crocodilo, há uns quantos Directores, que, agora, em desespero de oportunismo procuram uma margem segura para se abrigarem, por onde andaram, que fizeram? Nenhuma das reformas da Milú os incomodou, foram fiéis e acérrimos serventuários da ofensiva contra a escola pública e contra os professores. “Mais papistas que o papa”, não hesitaram em perseguir quem pensa diferente. A tutela era o seu Deus. Por estes dias, navegam sem destino, sem honra, desaustinados, mais baralhados que nunca, o crocodilo vai cercando a barca do poder. Destes não tenho pena. - “ Croco”! Avança rápido e forte para que nas tuas mandíbulas pereça a vil tirania! As tuas lágrimas não mais serão de crocodilo, mas sim, um compósito de sem carácter e sem vergonha, nauseabundo, muito nauseabundo. E, quando o teu cheiro não for mais suportável, morrerás às mãos dos professores em luta.

Revolução na escola. Será ? ( CLICA AQUI !)
E, não se esqueçam, amanhã é longe demais ...

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

sábado, 18 de dezembro de 2010

FIEL SERVENTUÁRIO (A)

CHEGÁMOS A UM PONTO EM QUE A FALTA DE DIGNIDADE É TÃO GRANDE QUE FICA DIFÍCIL DIZER ALGUMA COISA.
Pedro Abrunhosa, entrevista à NS de 18 de Dezembro de 2010.

O FIEL SERVENTUÁRIO

Não sei se é por natureza se da educação ou situação, mas o fiel serventuário não passa de um escroque. Às vezes, só damos conta que estamos perante personagem tão execrável pelos traços distintivos. Sim! Porque à primeira vista o espécime é um professor como outro qualquer, mas não um qualquer. Acima de tudo e, antes de tudo o mais, serve-se a si próprio, os seus interesses, muito de carácter pessoal e só esses, os outros não existem, são um fingimento. Depois serve o “chefe”, o adorado e mui poderoso “capataz”, obedece-lhe cegamente, religiosamente, numa reverência idiota e de espírito medieval. Dobra-se ao tirano, humilha-se, trai amigos, colegas e outros, na busca incessante de uma migalha, de um favor que preserve os seus “instintos mesquinhos” de ser super-egoísta. A sala de professores, sim, a sala de professores é o seu lugar excelso, santo e sanha, lá se instala, ouve, regista, adocica e, “ em primeira mão”, leva ao capataz, a versão original, a puríssima e genuína versão de quem sabe do que fala, mas não fala verdade, nem com lealdade. Se ao chefe agradar a distorção, a mentira, tanto melhor, adaptar-se é a sua especialidade, o serventuário é primo direito do Camaleão. Sujeitar-se às circunstâncias do poder está-lhe na massa do sangue. Oportunista quanto baste, não olha a meios para atingir os fins. E os seus objectivos, sempre os mesmos do chefe, são imaculados, mas escondidos, muito escondidos, não vá alguém descobri-los. Vive aterrorizado, medo, muito medo é um dos seus traços distintivos. Vê adamastores em todas as janelas, nuvens no sol e quase não dorme. Cada vez mais se parece com uma coisa, uma coisa pouca, que se apouca, não presta e não age. Está algures entre o nada e o sujeito nulo. Apesar disso existe, anda por ai, espreita às esquinas e encosta nas avenidas. Para ser um “ Zé Ninguém” falta-lhe tudo, para ser alguma coisa faltam-lhe as qualidades. Parafraseando Almada Negreiros, um verdadeiro e fiel serventuário será aquele que reunir no seu máximo todas as qualidades e todos os defeitos. Coragem servo, só te faltam as qualidades !

Género e nome – Um traço distintivo do facínora é pertencer aos dois géneros. Serventuário ou serventuária, tanto faz, é tudo canalha. Nome, não há um nome, são muitos e variados os nomes. Depende da escola e das circunstâncias, daí que, seja apropriado chamar-lhe FILHO-Da-PUTA ou SAFARDANA!

Por isso mesmo, cada vez gosto mais do “ Kira”, o meu gato preto. Pelo menos, não engana ninguém, é interesseiro, sem dúvida, mia quando lhe interessa e convém, mas subserviência não lhe passa pela cabeça, servilismo muito menos, por mais que eu tente, só obedece quando quer e bem lhe apetece. Assim fossem os professores, de certeza estaríamos bem melhor. Oh! Se estaríamos.

Oh! Se os professores fossem como os gatos….como os gatos…


Para desanuviar ... Deolinda.