sexta-feira, 8 de abril de 2011

O Aníbal fiscalizador

O Aníbal fiscalizador.

Dentro do labirinto
do labirintodonte
há um gigante
a guardar uma ponte.

( Ainda hoje me pergunto o que seria )

“ Não te preocupes com o que o presidente quer dizer, escuta apenas o que diz. E se não compreenderes o que diz não te preocupes.”
“ Não me preocupe? Não me preocupo como?”
“ Vai dar uma volta, arejar, e voltas a mergulhar nas grelhas e nos relatórios num outro dia qualquer.”
“Hum…”
“Hum, nada.”
“Hum…”
“Sabes o que é um condor?”
“ Não exactamente…”
“É uma ave de rapina. Vive em Belém, lá bem nos picos. É capaz de levar um cordeiro pelos ares.”
“E?”
O Aníbal passou-me a folha. Era um microconto de Maria Rodrigues Vilar “chamado “Como destruir a escola. Uma aventura sem lei”. História trágica; dantesca; fraude iníqua; com terror sem fim, ou coisa que o valha. Com prefácio do insigne, douto, professor e mestre Sabetudo, sobretudo, de avaliação, engenheiro de domingo, senhor Sousa, e nela estavam escritas apenas as seguintes palavras:
Quando acordou o dinossauro ainda estava lá.
“ Parece giro. O homem sonha com a avaliação, mas, quando acorda descobre que, depois de tantos avanços tecnológicos, há coisas e pessoas que ainda estão na idade da pedra.”
“Porreiro Pá, nada mau.”

Adaptação de texto a partir do livro de Rui Zink : O Aníbaleitor

Nota final: A compreensão deste texto só será total se for acompanhada da leitura do post anterior: O LACAIO.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

O LACAIO


O LACAIO


Recebi por email, não trazia nome de autor, mas merece uma leitura atenta

“A síndrome do lacaio é uma doença do século XXI, que explica o embrutecimento das multidões, a inércia face ao aumento das injustiças e a generalização do egoísmo social.
O lacaio tem um comportamento patológico que o faz defender sempre as classes mais favorecidas, com prejuízo daquela a que pertence. Não tem consciência política e age sempre a favor dos que o exploram, na esperança de atrair benevolência.
O lacaio não escolhe gostar dos ricos (gosta deles precisamente porque é lacaio) e considera que o dinheiro que lhe faz falta é muito mais útil nos cofres de quem os tem já cheios.
O lacaio ou herda a sua condição (depois de tantos séculos de escravatura e de feudalismo, pode ser que exista já uma transmissão genética...) ou sofre de uma patologia que se desenvolve desde a infância mas se agrava quando o sujeito toma consciência da mediocridade da sua condição.
O lacaio desenvolve estratégias inconscientes para estabelecer um equilíbrio cognitivo que ajude a justificar a aceitação da subordinação e a sublimar a desilusão.
O lacaio tem um vago sentimento de injustiça, mas convence-se que está do lado correcto da barricada e encaixa maravilhosamente medidas de austeridade ou restrições de liberdades. É a favor da existência de câmaras de vigilância, mesmo que estas não o protejam do que quer que seja.
O lacaio sente-se perfeitamente seguro pela pertença a uma classe social a que é perfeitamente estranho e considera-se integrado no conjunto de 1% dos cidadãos privilegiados do seu país – tal como 20% dos seus compatriotas, lacaios como ele.”

Nasce Selvagem

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Marcha adiada.

Não tenho tempo para comentários longos, fica para depois, mas, parece-me um erro estratégico grave.
Da declaração onde se anuncia o adiamento ressalto a seguinte passagem: "No que respeita à intervenção da comunidade educativa a uma só voz, durante a campanha eleitoral pretendemos ir mais longe e, assim, entregaremos propostas concretas, que pretendemos ver reflectidas nos programas e compromissos eleitorais, em 6 áreas:

• Financiamento da Educação
Acção Social Escolar
• Rede Escolar
• Gestão das escolas e modelo organizacional
• Recursos das escolas (materiais e humanos)
Escola Inclusiva ".


FICAMOS ATENTOS !

quinta-feira, 31 de março de 2011

É nosso dever marchar .

É para todos. Pela educação, pelo ensino, por uma escola pública democrática de qualidade e dignidade. Não guardes para Domingo o que podes fazer Sábado, dia 2.

sexta-feira, 25 de março de 2011

ADD foi-se !




Rasgada mais uma bandeira “rasca” da geração socranete.

Esta é sem dúvida uma vitória dos professores, uma vitória de resistência de querer e dignidade “imposta” aos partidos. Não foi uma prenda, mas sim resultado de anos de luta, que pode e deve continuar. Temos que intensificar as lutas, reforçar a vigilância, estar atentos ao que vem aí e, colocar desde já, na linha da frente, a exigência da reposição da democracia na escola, acabando com o modelo de gestão autocrático de cariz fascizante que, por este país fora, criou e alimentou toda a espécie de tiranetes. Sócrates quis domar as escolas e os professores, o que ele não esperou foi tamanha resistência. Hoje caiu a fraude avaliativa, amanhã, bem cedo, cairão os cães-de-fila. É só uma questão de tempo, tempo e luta, por isso não desistimos, por isso não baixamos os braços.


DELENDA EST SÓCRATES!

Obrigado a todos os que não venderam, nem vendem, a dignidade!
Figura triste:
A contadora de histórias com o seu ar de falsete passou o dia a tentar justificar o injustificável. Pobre coitada, que personagens tão vis revelaram, esta sua narrativa fechada é, sem dúvida alguma, triste e doloroso o seu fim duma AVENTURA NA EDUCAÇÂO.

Provocador:

Acabo de ver e ouvir, na televisão, o senhor Sócrates a dizer que tem muito a dizer sobre a avaliação dos professores. Como pode ter muito a dizer sobre educação alguém de quem ainda estamos à espera que prove ter concluído a licenciatura. Será que nos vai falar dos exames feitos a um Domingo? Só pode ser, porque para falar do resto, só se for mesmo provocação. Até quando Sócrates abusarás da nossa paciência?!

quinta-feira, 24 de março de 2011

Se eu posso viver sem Sócrates ?


Para já não tenho tempo para mais, um dia destes, com mais calma, volto ao assunto.

SE EU PODIA VIVER SEM Sócrates ? ...CLARO QUE POSSO !!
SE EU PODIA VIVER SEM AVALIAÇÃO ? ... CLARO QUE POSSO!! CLARO QUE POSSO!!
SE EU PODIA VIVER SEM DIRECTORES ? ...CLARO QUE POSSO! !! CLARO QUE POSSO!!! CLARO QUE POSSO!!! CLARO QUE POSSO!!! Tudo funciona melhor sem eles. VENHA A GESTÃO DEMOCRÁTICA !!!
" ADIOS MUCHACHO! " " ADIOS MUCHACHO!"

quinta-feira, 17 de março de 2011

Os Levantes da República.

Já nas Livrarias
Os Levantes da República (1910-1917)
Resistências à laicização e movimentos populares de repertório tradicional na 1ª. república portuguesa.
Edições afrontamento -Biblioteca das Ciências sociais.
Autor : David Luna de Carvalho.

Apresentação oficial do livro prevista para o dia 15 de Abril,à noite, na Livraria "Ler devagar" em Alcântara, Lisboa. Logo que possível divulgaremos a hora.