quinta-feira, 30 de junho de 2011
Monstruoso e kafkiano
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Jogo do Pau

Jogo do Pau.
Carta enviada à DRELVT - ECAE Sintra e Mafra / Amadora, Cascais e Oeiras.
Expresso aqui a minha tristeza e lamento bastante ao saber que o Jogo do Pau e os Jogos Tradicionais ficaram de fora do projecto de adesão das actividades do Desporto Escolar para o próximo ano lectivo 2011-2012. Actividades que fazem parte da nossa cultura e de uma riqueza imensa, é de lamentar quem teve esta pobre ideia de as retirar do Desporto Escolar. Depois de 20 anos a lutar por divulgar e promover o Jogo do Pau Português - em todas as escolas onde leccionei a disciplina de Educação Física, sempre desenvolvendo núcleos de Jogo do Pau Português, onde os alunos tiveram a oportunidade de conhecer uma Arte Tradicional Portuguesa de uma riqueza enorme, invejada e cobiçada por muitos Países que dão o real valor a esta nossa Arte Marcial tão pouco conhecida no nosso País. É de lamentar o que está acontecer. Estamos a perder as tradições, estamos a perder actividades que fazem parte da cultura portuguesa, estamos a empobrecer o Desporto Escolar. Agradeço a todos os que acreditaram e que ajudaram a promover e a contribuir para o desenvolvimento dos Jogos Tradicionais e do Jogo do Pau Português.
João Gama - Professor Responsável pelo Núcleo do Jogo do Pau da Escola Dr. Rui Grácio- Montelavar.
Neste livro, são descritos (com algum detalhe) vários combates, os golpes e as técnicas usadas em acções defensivas e atacantes. Os nomes identificativos de golpes usados pelo 'Malhadinhas' continuam a ser usados no actual Jogo do Pau Português. O autor retrata uma personagem que existiu na realidade e descreve um combate de jogo do pau entre o herói e um outro contendor.
Para saber mais - clica aqui –
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Se eu fosse ministro da educação...

Se eu fosse ministro da educação.
Opinião de um aluno (texto curto, onde se diz muito). Será que o próximo ministro pensa assim?
Se eu fosse ministro da educação mudava o esquema todo ! Aumentava o salário dos professores, porque fazendo as contas são eles que “moldam” o nosso futuro e do nosso país. Tornava o ensino público-privado gratuito para que todas as pessoas possam ter educação. Fazia com que os livros escolares fossem de graça, pois há famílias pobres que mal têm dinheiro
para pagar os livros dos seus filhos.
A educação não é um brinquedo e tem que ser levada muito a sério, sem educação não há futuro e, para ter um bom emprego é preciso esforço, empenho e muito estudo.
As escolas são muito importantes para os países, porque é nelas que se formam doutores, engenheiros, pilotos, tudo e especialmente homens e mulheres. As condições de ensino de muitas escolas devem melhorar para que haja um clima de ensino mais confortável para os alunos.
Elvar Kanafeev, Jovem de 14 anos, originário da Rússia, aluno do 8ºano,
numa escola dos arredores de Lisboa.
sexta-feira, 3 de junho de 2011
INDIGNAI-VOS !
Chega de votar sempre nos mesmos, nos profissionais da mentira e da mistificação que nos foram destruindo a qualidade de vida. Precisamos de novas caras e novas políticas. É necessário e urgente dar voz a novas vozes. Chega de votar nos “ gatos”, basta de democracia amordaçada, disfarçada, deturpada e vandalizada. Escolham o presente, exijam o futuro.
Indignai-vos! Fazei História, antes que a História vos atropele e aniquile irremediavelmente. É hora de não ter medo, de pensar pela própria cabeça, de pensar… Estamos no tempo dos CIDADÃOS. Assumam a cidadania. Rejeitem a desgraça, o fatalismo, o facto consumado. Chega de viver ajoelhado. Chega de nos roubarem, retiraram-nos direitos e dinheiro e, agora, dizem-nos que há uma dívida para pagar. Mas que dívida, quem a contraiu, quem beneficiou (beneficiará) dela?
Quem governou não fui eu, não fomos nós.
Quem distribuiu “prebendas” aos amigos não fui eu, não fomos nós
Quem deu dinheiro dos impostos à banca não fui eu, não fomos nós.
Quem quer hipotecar o futuro não sou eu, não somos nós.
Quem destruiu a economia nacional não fui eu, não fomos nós.
Quem roubou não fui eu, não fomos nós.
Se governaram; se distribuíram prebendas aos amigos; se deram dinheiro à banca; se hipotecaram o futuro; se destruíram a economia nacional; se roubaram, então, se a dívida é deles, ELES que paguem.
É hora de dizer: Basta. Estamos fartos. É hora de dizer NÃO!
É hora dos “ratos” se sublevarem. Sublevemo-nos e sejamos felizes.
domingo, 15 de maio de 2011
Humanismo
A fúria por uma pequena ofensa é indigna de um homem superior, mas a indignação por uma grande causa é fúria justificada.
Inazo Nitobé, BUSHIDO. A Ética dos samurais e a Alma do Japão.
A propósito do filme alemão que vos deixo abaixo, e sem querer esgotar o muito que nos transmite, aqui ficam algumas ideias, vejam e comentem.
Há pequenos gestos, pequenas coisas que fazem a diferença. Muitas vezes é preciso arriscar para fazer algo de grandioso, só as almas sinceras, genuínas, são capazes, nos momentos de grande perigo arriscar pelos outros. O HUMANISMO não pode ser uma disciplina escolar, embora caiba nos curricula escolares. HUMANISMO é generosidade, desprendimento, justiça, carácter, lealdade. HUMANISMO é SER. E o que é isso de SER, numa sociedade que não deixa existir? E de que vale existir numa sociedade onde a força se impõe à razão. Existimos para SER, para sermos com razão, por isso, por mais que se esforce, a tirania sucumbirá. Sim. Porque para existir precisamos de LIBERDADE, de pensar, de DIZER, de estar, de fruir, sobretudo de dizer NÃO! Quando nos impõem sim. E, há riscos, sim, há riscos, e o que é isso comparado com a dignidade de poder pensar e agir.
Tenho pena dos covardes, dos fracos, dos vendidos e amedrontados que tudo aceitam, esses nunca chegarão a existir, porque nunca almejarão LIBERDADE de SER, para tais pessoas peço a compreensão HUMANISTA. Jamais tocarão uma campainha para entregar um unicórnio reconstruído, há muito que morreram, há muito que deixaram de existir, estão assim alguns professores: algures entre a escola e o cemitério. Ressuscitarão alguma vez?
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Indiferença .

Um comentário que merece um post.
Na resposta ao texto de “ O lacaio “ publicado dia 6 de Abril, como sempre, o colega e amigo Armando Inocentes, deixou-nos um precioso comentário, pela sua pertinência e actualidade faz todo o sentido que hoje, 25 de Abril de 2011, nos detenhamos com a devida atenção no que escreveu. Lembrou-nos ainda Maiakóvsi, em tempo de “vampiros entroikados”, mais instalados e mais sedentos que nunca , façam o favor de ler e reflectir . Acrescento apenas, tudo é connosco, mesmo quando não parece e a INDIFERENÇA mata, mesmo os indiferentes, não parece e muitos até pensam que não, que nada é com eles, até que um dia …
“«A pior das atitudes é a indiferença» (Stéphane Hessel, "Indignai-vos!", 2011, Objectiva, p. 26), e eu diria que, pela sua objectividade e pela possibilidade de o observarmos, o pior dos comportamentos é a indiferença.
E a diferença reside na realidade entre os que são indiferentes, os submissos, os subservientes, e aqueles que resistem, que denunciam, que actuam - os que se indignam e manifestam a sua indignação. “
Armando Inocentes.
Maiakóvski esquecido
Vampiros – Mais actual que nunca. Grande poeta.
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Levantes
É Já amanhã ! O Livro Os Levantes da República, de David Luna de carvalho editado pela Afrontamento, será lançado no dia 15 de Abril, sexta-feira, às 21 horas,na livraria “Ler Devagar” em Lisboa. "O livro que agora se apresenta realiza a tipologia, quantificação, seriação, cartografia e análise exaustiva dos tumultos, levantes ou alevantes com que a República se deparou entre 1910 e 1917. Com os mais variados pretextos, a grande maioria deste levantes envolveram razões de natureza político-religiosa. A laicização do Estado e da vida pública constituíram o principal motivo dessas resistências abertas e quando, em 1914, já se dissipavam, eclodiu a Primeira Grande Guerra. Com o seu advento, surgiu um novo ciclo de levantes, agora com pretextos de natureza económica e social. Nesse contexto, no quadro de uma «economia moral» advogada pelas populações, a teologia rigorista das missões populares e da «Missão Abreviada», implementada a partir da segunda metade do século XIX, parece ter encontrado a sua grande justificação. A partir de 1916 houve relatos de um número invulgar de aparições que culminaram nas de Fátima em 1917."