quinta-feira, 24 de novembro de 2011

O monge e o macaco


Foto : L.Sérgio

Os cidadãos que pensam, que se comprometem e que agem, contribuirão para construir uma escola melhor para uma sociedade mais justa.

Miguel Santos Guerra

O monge e o macaco.
Dedicado a todos os meus amigos que fizeram greve e aos outros que não fizeram desta vez, mas farão na próxima. Eles e elas melhor que ninguém entenderão este filme. Compreenderão que a luta não é fácil, e que quando lutamos defendemos valores, defendemos pessoas, defendemos o que de mais nobre existe no ser humano, buscamos algo, mas ao lutarmos não perdemos o norte, nem abdicamos dos nossos princípios, é por eles que pugnamos, é por eles que nos tornamos mais HOMENS, mais autênticos, mais leais, defendendo o que de superior existe: A VIDA. O direito a uma vida digna, sem submissão, sem grilhetas, sem amarras. Nascemos para nascer, vivemos para viver, não para a escravidão. Nascemos e vivemos para criar, para servir a humanidade e a vida, não um grupo de senhores sem princípios e sem valores que se apropriou do mundo e, que pelo medo e chantagem egoísta, vai dominando os mais fracos e os menos capazes. Aprendamos com o “Ragu”, aspirante a monge, que subir a montanha e “ colher “ a fruta sagrada não são nada comparados com a solidariedade e coragem de salvar uma vida. Eu sei que alguns nesse momento difícil da escolha se ficariam pela fruta sagrada, mas esses nunca seriam nem serão meus amigos. Por isso, aqui e agora, o meu muito obrigado a todos e todas que lutaram e lutarão.




Luís Sérgio

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Dia 24


Contra o assalto ao país e, em particular, aos funcionários públicos e restantes trabalhadores.
Em defesa da Escola pública e da dignidade profissional e humana de todos os que nela trabalham e estudam.
Contra o medo.
Contra as medidas terroristas do governo e da troika.
Pela democracia nas escolas, no país e na Europa.
Para que a greve geral nacional faça gelar o riso dos palhaços que todos dias nos roubam os salários, subsídios e as pensões e expropriam o futuro dos nossos filhos e dos nossos netos.

Ah! E as desculpas…


sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Foto de grupo

Com os agradecimentos ao Luís M. que me enviou a foto.

Quando uma imagem diz tudo
Foto de grupo.
Última cimeira de líderes europeus.

sábado, 12 de novembro de 2011

Manifestação da Função Pública

Foto DN
Funcionários públicos de todo o país vão hoje descer a avenida da Liberdade, em Lisboa, em desfile de protesto contra os cortes salariais e dos subsídios de férias e de Natal previstos no Orçamento do Estado para 2012.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Os Filhos da Troika.

Foto : Luís Sérgio


Os Filhos da Troika

Brincando com as palavras. Mini Conto em jeito poético.



1.      Os passos de um camaleão lusitano ao serviço do grande capital financeiro mundial.
O senhor dos passos
chegou
muito lentamente
muito disfarçadamente
muitos enganou.
Colocou-se em bicos de pés.
Muito em bicos de pés
quase  em suspensão.
Não caiu,
muito falou.
Tudo mentiu
tudo aldrabou
e os crentes
os incrivelmente anjos,
muito mais que anjinhos
encantou.
Os fiéis discípulos
santificaram-no
idolatraram-no,
até veio o Álvaro que os pariu
enxertado em frango de aviário
armado em intelectual, espirrou.
Alguns gritaram
Atenção, muita atenção
O Álvaro é filho da troika
e dos passos que o pariram
na toca entroicado.
A alma já vendeu
os salários tirou
os subsídios matou.
Muitos não ligaram…
Alguém os enfeitiçou.
2.     O silêncio dos inocentes
Alguns gritaram,
o coelho roubou
o coelho roubou.
Outros duvidaram
Outros gritaram
Abra-se a caça,
Enviemos para a toca
O filho da troika
que o pariu.
Alguns exclamaram
A dívida é preciso auditar,
Confirmar.
Muitos não ligaram
Poucos tal não consentiram.
Alguns, apenas alguns, gritaram
Não pagar
suspender
rever
É a opção.
Mandaram-nos calar
não passam na televisão
nem restante comunicação.
É preciso amordaçar
não vá o povo acordar
E descobrir a conspiração.
O filho da diabólica troika
riu
Do povo que iludiu.
Pôs o mago Gaspar a perorar
cousa que ninguém entendeu.
Mexe os lábios, será a falar?!
Ou será que nos cuspiu?!
Porque não o entendemos?
E diz alguma coisa.
Se diz é segredo bem guardado,
bem guardado,
se calhar nem falou
se calhar só espirrou
Maldito fariseu.

3.     Caminho para a vida. Direito ao sonho
Um dia,
num belo e inolvidável dia,
os exauridos Públicos
fartos de empobrecer
fartos de sofrer
ao lado dos Precários,
dos Muitos, Muitos Sem Emprego
e outros famélicos
em marcha forçada,
caminharam para a toca gritando :
Expulsemos os pantomineiros
Mais a troika que os pariu.
Foi imensa a confusão,
incomensurável o alarido
turvou-se o céu.
O mago guinchou
a terra escureceu.
No final ganhou a razão
Venceu A VIDA.
O HOMEM olhou,
Contemplou
O azul entre os azuis
e  SONHOU…
E sonha !
E SONHA!

Luís Sérgio Mendes, Outubro de 2011

Nota Final – advertência ao leitor.

Na perspetiva de Proust, o autor tem apenas que fornecer a possibilidade de interpretação (Marcel Proust – sobre a leitura). Nesse sentido, importa esclarecer que os meus queridos amigos, leitores e leitoras, dentro de certos limites, podem ler como muito bem lhes aprouver, assim, onde escrevi “Filhos da troika”, em bom e fiel vernáculo poderá ler-se “filhos da p*.”. Os mais puritanos e mais dados ao eufemismo poderão ler “ Filhos da mãe”. Outros são livres de interpretar como corja, não confundir com um bom livro do esquecido Camilo de Castelo Branco: A CORJA. Esta corja de que vos falo aparece definida no dicionário como: Conjunto de pessoas de má reputação, de mau caráter. Canalha, gentalha, súcia. Estas são apenas algumas das possibilidades de leitura, o leitor poderá descobrir, encontrar outras tantas, mas reafirme-se mais uma vez, que escrevi, apenas e só: “ Filhos da Troika “.
Perdoe-me o leitor estes devaneios, mas, convém que entre autor e narratário tudo fique bem esclarecido não vá aparecer por aí alguém a sugerir interpretações fora do contexto.





terça-feira, 18 de outubro de 2011

Uma Questão de Azul-Escuro


O prazer de ler.

Uma Questão de Azul-Escuro.
Livro sobre a violência nas escolas, nas ruas , na vida…
Sinopse:
Luís insiste em não tirar o fato de treino, que se adequaria aos dias de inverno que já foram embora. A professora, ao chamá-lo de parte para o ajudar a despir a camisola, descobre um mundo de sofrimento tapado pelas mangas e calças compridas - um sofrimento azul-escuro, feito de nódoas negras, uma paralisia assustada e muitos segredos.
Aprender a lidar com a violência e conhecer as ajudas possíveis será o próximo passo. E este será dado por toda a turma.
Apresentação: Por Maria Teresa Maia Gonzalez, dia 19 de Outubro, na sede da APAV.
DE NOME ESPERANÇA
A diferença, a loucura, o estigma…