domingo, 19 de fevereiro de 2012

Frases célebres.

 "Vê lá se te despachas, com tanta graxa, ainda concluo que não
passas de um piegas ."

Frases célebres (...) do Senhor dos Passos... ontem oposição, hoje amanuense de grau zero ao serviço da TROICA. 
Pois é, eles não querem que se brinque ao Carnaval, porque andam mascarados 365 dias (num carnaval permanente à nossa custa); para tal gente todos os dias são dia 1 de Abril, e, por isso, nestes três dias têm medo, muito medo, que o povo lhes tire definitivamente a Máscara! Mas nós não esquecemos e como não temos memória curta fazemos questão de lembrar que o o Rei deste carnaval vai nu!
Com os meus agradecimentos públicos ao colega e amigo António P. que me enviou por correio electrónico as frases que se seguem.
Aqui fica:
1- "Estas medidas põem o país a pão e água. Não se põe um país a pão e água por precaução."
2- "Estamos disponíveis para soluções positivas, não para penhorar futuro tapando com impostos o que não se corta na despesa."
3- "Aceitarei reduções nas deduções no dia em que o Governo anunciar que vai reduzir a carga fiscal às famílias."
4- "Sabemos hoje que o Governo fez de conta. Disse que ia cortar e não cortou."
5- "Nas despesas correntes do Estado, há 10% a 15% de despesas que podem ser reduzidas."
6- "O pior que pode acontecer a Portugal neste momento é que todas as situações financeiras não venham para cima da mesa."
7-"Aqueles que são responsáveis pelo resvalar da despesa têm de ser civil e criminalmente responsáveis pelos seus actos."
8- "Vamos ter de cortar em gorduras e de poupar. O Estado vai ter de fazer austeridade, basta de aplicá-la só aos cidadãos."
9- "Ninguém nos verá impor sacrifícios aos que mais precisam. Os que têm mais terão que ajudar os que têm menos."
10- "Queremos transferir parte dos sacrifícios que se exigem às famílias e às empresas para o Estado."
11- "Já estamos fartos de um Governo que nunca sabe o que diz e nunca sabe o que assina em nome de Portugal."
12- "O Governo está-se a refugiar em desculpas para não dizer como é que tenciona concretizar a baixa da TSU com que se comprometeu no memorando."
13- "Para salvaguardar a coesão social prefiro onerar escalões mais elevados de IRS de modo a desonerar a classe média e baixa."
14-"Se vier a ser necessário algum ajustamento fiscal, será canalizado para o consumo e não para o rendimento das pessoas."
15-"Se formos Governo, posso garantir que não será necessário despedir pessoas nem cortar mais salários para sanear o sistema português."
16- "A ideia que se foi gerando de que o PSD vai aumentar o IVA não tem fundamento."
17- "A pior coisa é ter um Governo fraco. Um Governo mais forte imporá menos sacrifícios aos contribuintes e aos cidadãos."
18- "Não aceitaremos chantagens de estabilidade, não aceitamos o clima emocional de que quem não está caladinho não é patriota"
19- "O PSD chumbou o PEC 4 porque tem de se dizer basta: a austeridade não pode incidir sempre no aumento de impostos e no corte de rendimento."
20- "Já ouvi o primeiro-ministro dizer que o PSD quer acabar com o 13.º mês, mas nós nunca falámos disso e é um disparate."
21- "Como é possível manter um governo em que um primeiro-ministro mente?"
Fonte : Conta de Twitter de  Passos Coelho (@passoscoelho), iniciada a 6 de Março de 2010.
Depois destas frases, não será por acaso que o único ministério sem cortes orçamentais é aquele que lhe guarda as costas, ou será?!
   





sábado, 4 de fevereiro de 2012

Espelho


Velhos
A Segurança Social estima que sejam já 25 mil os idosos em risco e sem apoio, num universo de quase 400 mil pessoas com mais de 65 anos que vivem sozinhas em Portugal, refere o Diário de Notícias na edição de hoje.
Que sociedade, que mundo, que homens andamos a ensinar, formar? Afinal, quais são os valores que prevalecem ? Fala-se tanto do “stress dos mercados “, que tudo e todos subjuga e domina. Hominiza-se, humaniza-se o mercado, o dinheiro, subvertendo todos os valores, esquecendo os VERDADEIROS HOMENS e MULHERES que, cada vez mais, na MAIOR DAS INDIFERENÇAS vão morrendo sozinhos, desprezados e esquecidos.
“Será que ainda conseguimos distinguir o que tem ou não valor?”


sábado, 28 de janeiro de 2012

Nova Teoria do Mal


A LER :
Nova Teoria do Mal
 Miguel Real

«Este é um pequeno livro sobre a origem e as consequências do mal, que tenta explicar por que razão a acção de um homem com poder que humilha outro, retirando-lhe direitos, confere prazer interior a esse homem. A motivação prende-se com o facto de, por exemplo, um ministro que corta do orçamento as verbas para transplantes estar indirectamente a contribuir para a morte de vários indivíduos, sem, no entanto, alguém poder dizer que esse ministro era um homem mau. Um livro polémico no qual, a dada altura, o autor escreve: “Hoje, sempre que vos apareça no ecrã da televisão um economista com funções governamentais – não duvideis: eis a face do mal, aquele que levou a Europa à decadência e se prepara para, alegremente, destruir o planeta.”»
Nas livrarias a 18 de Fevereiro

Texto retirado do blogue: Porta-livros

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Por uma gestão escolar democrática - nota final.


Foto : L.Sérgio. Aljube. A voz das vítimas.


“Há quem tenha medo que o medo acabe.”
Mia Couto
As escolas por força de um modelo de gestão autocrático e de cariz fascizante transformaram-se “em ilhas de tirania”, como escreveu o professor Santana Castilho. O agrupamento onde lecciono enquadra-se perfeitamente nesta declaração do professor Castilho, por isso, sendo eu um dos que mais resiste e um dos poucos que não se cala, nem se rende, continuando a defender as ideias que me parecem correctas e melhores para a educação, paguei, pago, essa ousadia, mas não me calo, nem abdico da defesa da razão, nem da liberdade de expressão pelas quais morreram e sofreram muitos homens e mulheres antes de mim. Se carácter tem um preço, estou disposto a pagar esse preço, mas jamais abdicarei da luta pela livre expressão das ideias, da democracia, e de uma Escola Democrática e Pública. É evidente que não lamento, nem receio, as prepotências, denuncio-as, acuso-as e lutarei pelo seu fim. Não serão os processos nem as multas que me calarão.
O processo seguirá noutras instâncias, por isso, nos próximos tempos, a não ser que algo inusitado o justifique, terminarão, por agora, os textos dedicados a este processo kafkiano.  De qualquer modo, não quero terminar sem deixar um aviso aos indiferentes, aos que pensam que estas coisas nunca são com eles, hoje foi o Luís, amanhã será o António, noutro dia a Maria e, um dia… acordais e só restam ondas, não há praia, não há “zonas de conforto”, nessa altura sereis pasto de tubarões e nada vos poderá valer.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Por uma gestão escolar democrática. SOLIDARIEDADE .

Foto : Luís Sérgio. Exército de Terracota. Guerreiros de Xian.

Quem não vê bem
Uma palavra
Não pode ver bem
Uma alma!

Fernando Pessoa
Foram muitos os colegas e amigos que das mais variadas formas me manifestaram a sua solidariedade e disponibilidade. A todos agradeço, da forma mais sentida e leal.
Todos me tocaram, mas há um, que me emocionou mais, que senti de forma diferente não só pelas palavras, mas, sobretudo, por vir de um colega, com quem aprendi muito e por ser inspirador para mim e  muitos professores da PAN. Com o José Luís, “O Mestre”, como lhe chamavam carinhosa e respeitosamente alguns colegas e alunos, aprendemos o lado positivo da vida, a enfrentar problemas e a resolvê-los de forma expedita e com sucesso. As suas palavras” mexeram comigo”, por isso, depois de devidamente autorizado aqui ficam:

Caro amigo Luís Sérgio!
   Tive o privilégio de trabalhar contigo num dos projectos mais inovadores para a gestão da disciplina e da reintegração na Escola portuguesa - o AGIR. Se bem me lembro o nosso lema era: agir sim, reagir não!
  A memória recordar-me que pensaste, implementaste e, por um novo ciclo da tua vida profissional, acompanhaste sem poder liderar a sua implementação. Durante o período em que fiz parte do projecto sempre senti da tua parte solidariedade, lealdade e dedicação ao labor dos teus colegas que ficaram.
            Quero reafirmar que o teu espírito de missão à causa do ensino está em mim como referência daquilo que a Escola deve criar no seu seio para melhor cumprir os objectivos de integridade, responsabilidade e legalidade. Lamento que um profissional com o teu currículo, forjado no dia-a-dia de uma Escola a resvalar para o insucesso, esteja a sofrer as consequências pela sua frontalidade.
            Orgulho-me de ser português. Mas também conheço um pouco da nossa história para saber quão mesquinha, medíocre e hipócrita se apresenta a sociedade portuguesa. Pela manutenção de um estado falido e decadente cumprem-se rituais no dobrar a espinha ao direito cívico de falar direito daquilo que se entende por nefasto ao desenvolvimento de saudáveis relacionamentos.
            Uma proposta concreta gostaria de fazer. Reunir um grupo de pessoas de bem para falar sobre o respeito e consideração que merecem os amigos que se estimam e consideram.
            Acabei na última semana mais um ciclo da minha vida profissional com a saída dos corpos sociais da AGAP. Não basta saber entrar, fundamental é saber sair. Deixar legado para a instituição evoluir com as pessoas certas para as funções que foram eleitas. Estou à tua disposição para aquilo que achares oportuno fazer! 
            Um abraço da Lurdes e do José Luís.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Por uma gestão escolar democrática. Parte 2

Foto: Luís Sérgio. Aljube. Sala de interrogatórios e tortura.

Por uma gestão democrática. Parte 2.
“Um dia, quando olhares para trás,
verás que os dias mais belos foram
aqueles em que lutaste.”
Sigmund Freud

Nota de culpa.
De que sou acusado - Em documento datado de 27 de Outubro, de que tomo conhecimento em 2 de Novembro. Quase três meses para encontrar culpa?! O que mostra bem a sustentabilidade e veracidade deste processo, é preciso instigar o medo, perturbar, tudo para me tentar calar. Afinal, sou acusado de duas coisas: Ter faltado propositadamente a 3 reuniões da equipa do PCA, logo não ter cumprido as tarefas que me tinham sido propostas e atentar contra a honra do Sr. Director do agrupamento?! É obra. A mistificação levou algum tempo, mas produziu alguma coisa… A referida nota de culpa, consegue esta coisa milagrosa de não encontrar atenuantes para a minha conduta, mas tão só agravantes. Devo ter na educação algum passado terrorista que desconheço, alguma zona negra que ainda não descobri. A lupa pelos vistos estava fosca, muito fosca. Mas quais tarefas? Num texto de defesa, assinado pelo advogado, Dr. Carlos Paisana, e cuja leitura na íntegra recomendo, pelo que contém de defesa jurídica da liberdade de expressão e democracia, afirma-se:
“… em parte alguma se descortina em que é que consistiriam as tarefas propostas ao arguido que o mesmo terá deixado de cumprir em consequência da ausência às reuniões em causa, pelo que, neste conspecto, terá a acusação de considerar-se nula, por impossibilidade do exercício do direito de defesa.”
E as faltas Senhores!
“o que aqui estaria em causa seria apenas a circunstância de o arguido não ter justificado essas faltas, o que, só por si, como se sabe, nunca poderia constituir qualquer violação dos deveres de obediência ou mesmo de zelo, mas tão-somente e quando muito, do dever de assiduidade.
Violação essa do dever de assiduidade que, a verificar-se não teria, no caso, qualquer relevância disciplinar.”
E mais …
“Como é sabido, o CPA estabelece claramente o efeito suspensivo da decisão reclamada, a partir da apresentação da mesma.
Por muito que a lei possa ser considerada pelo Senhor Director como ofensiva da sua honra, não existe outra alternativa, num Estado de direito, senão aplicá-la, pelo que, a partir do dia 24 de Junho de 2010, o arguido não estava obrigado a continuar a executar essa decisão.”
E a honra, desculpa mais esfarrapada, para atacar o direito ao contraditório, não se poderia encontrar. E quando é que atentei contra a honra do Sr. Director? – Ao apresentar uma reclamação, nomeadamente nos termos utilizados.

            “…
não existe em parte alguma do texto em causa qualquer referência ou mesmo insinuação sobre a honra da pessoa do Senhor Director, mas tão só e numa peça de defesa, isso sim, da integridade moral do arguido, alusões a condutas ou comportamentos de natureza funcional da parte do mesmo Director.
(…)
Tudo quanto o arguido escreveu e subscreveu neste último documento conteve-se integralmente no âmbito do exercício do seu direito, como cidadão num Estado que ainda se pretende democrático, de, enquanto visado por um acto com que discordou e divergiu, contra ele se insurgir, usando os meios que a lei e a Constituição lhe coloca ao dispor.
O que aqui está em causa, como é manifesto e o arguido sempre deixou claro, não é uma questão de interesses pessoais do reclamante, mas única e exclusivamente a apreciação que é feita dos interesses públicos em concorrência e, perante isso, da irrazoabilidade de uma decisão que, por isso mesmo, para o arguido, e não apenas, só encontra explicação, no contexto em que veio a ser proferida, numa atitude retaliatória ou persecutória do seu autor.
Mas para quê mais palavras sobre o alcance do que se deve entender por ofensas à honra, dentro de um processo gracioso ou contencioso de impugnação de um acto administrativo desta natureza, quando o Senhor Director chega a considerar-se insultado, nas declarações efectuadas neste processo, pelo facto de o arguido invocar o efeito suspensivo da sua reclamação (!!). “
Importantes foram ainda os depoimentos das nove testemunhas que indiquei para depor. A defesa que fizeram da verdade e realidade dos factos vividos no agrupamento, conjuntamente com o trabalho do Advogado permitiram desmascarar e deitar por terra o falacioso argumento do atentado à honra. Se alguém foi ofendido na sua honra e dignidade profissional fui eu.
     Depois deste 1º recurso, Na notificação de pena disciplinar que me foi entregue em 12 de Maio de 2011, afirma-se o seguinte :
“Relativamente ao artigo 2º da nota de culpa, e após audição das testemunhas, considero que não houve intenção pela parte do arguido de ofender o Senhor Director mas tão só um acto de defesa do que considerou ser um ataque à sua pessoa. Daí que se ilibe o arguido da acusação do artigo 2º da nota de culpa. “
E citando uma das testemunhas pode ler-se no mesmo documento:
(…) Dada a sequência dos acontecimentos, considera que existe alguma componente de pressão e de perseguição por parte do Senhor Director (fls. 122), tendo o arguido mantido sempre serenidade e mostrando respeito e correcção."
De qualquer modo, num texto que pretende agradar a gregos e troianos, ou seja, às duas partes envolvidas, mantém-se a acusação de que deveria ter cumprido as tarefas (que me tinham sido impostas de forma ilegal, tal como o contestei no momento próprio), e, deste modo, terei assumido:” uma conduta ilícita violando os deveres gerais de zelo e obediência.” Esquece-se todo o contexto anterior, por mim já referido, e omite-se o facto de ter apresentado em devido tempo uma reclamação do acto que, até ao momento, não obteve qualquer resposta e insistindo-se na obediência cega à lei, independentemente da legalidade ou não da ordem. Apesar das vastas competências, demasiadas para o mau uso que muitas vezes se faz delas, Os Directores, ou outros superiores hierárquicos não podem usar as pessoas como se de um qualquer objecto se tratasse. O bom uso das competências e da lei não se compadece com ajustes de contas, nem com manobras mais ou menos prepotentes de ofensa da dignidade de outrem ditadas por impulsos. Mas, o problema que restava era o das tarefas, repito, quais tarefas? Se não participei nas reuniões, onde estão, onde foram indicadas as tarefas?! Propõe-se assim, que me seja aplicada a pena de multa, graduada em € 198, 24 (cento e noventa e oito euros e vinte e quatro cêntimos).
      Não me conformando com a pena a aplicar apresentei recurso hierárquico.
 No dia 15 de Dezembro de 2011, sou notificado que ao recurso foi concedido provimento parcial, ou seja, não haviam sido indicadas tarefas concretas, logo era nula a acusação. Mas a anedota jurídica do ano (não fundamentada) vem a seguir, já que não sou punido por ofensa à honra; nem pelas tarefas, levo com 150€ de multa por ter faltado a três reuniões. Pelos vistos, agora, o incumprimento já não está nas tarefas, mas na falta às reuniões.
           Recapitulemos:
Abre-se um processo disciplinar a um professor acusando-o de: 1- Ofensa à honra; 2- Não cumprimento de tarefas.
A defesa prova que nenhuma destas acusações tinha sustentabilidade, nem validade e que foram absolutamente infundadas as acusações que me foram feitas. A estratégia montada pela acusação sai derrotada em toda a linha e, tenta salvar a face com as reuniões, por isso, pergunto: Para que serviu este processo disciplinar; quais a suas verdadeiras motivações?!
Restam as faltas (dadas ao abrigo do Direito). Há justificação legal para abrir um processo disciplinar baseado em três faltas a reuniões, mesmo que fossem injustificadas? Há fundamentação para multar um professor em 150€ porque faltou a 3 reuniões?
Será que temos aqui mãozinha da TROIKA?! Se não temos parece…

CONTINUA…





domingo, 8 de janeiro de 2012

Comentário para reflexão .


Foto Inês Mendes

Comentário para reflexão.
Na resposta ao post anterior, na caixa de comentários, foram deixados comentários de grande interesse e a merecer atenta reflexão, há um deles que subscrevo inteiramente e, por isso, aqui fica o devido destaque, Com uma pergunta que acrescento:
Seria, será possível isto acontecer na PAN?
 “ Sou Presidente de um Conselho Geral. Se o que aconteceu consigo acontecesse numa reunião minha, na reunião seguinte, se o Diretor não voltasse atrás e pedisse desculpas públicas ao colega, convocaria uma reunião com ponto único de OT: votação da demissão do Diretor.”
Geopedrados
No caminho com Maiakóvski.