terça-feira, 13 de março de 2012

Basta !




Recebi de dois colegas, apelos à greve geral, que com todo o prazer divulgo. A divulgação destes documentos, nomeadamente, o texto escrito, parecem-me muito importantes para a mobilização dos professores.
Leiam, vejam e divulguem, que ninguém fique fora desta luta. É preciso dizer basta!
Colega!
Ø Se queres defender o teu posto de trabalho;
Ø Se não queres ver cair o teu rendimento até níveis de pobreza;
Ø Se queres garantir uma reforma decente e com direitos;
Ø Se queres recuperar as condições e a dignidade necessárias ao exercício da profissão de professor/a;
Ø Se o teu sentido de cidadania e de patriotismo te impele a dizer “Basta!” ao definhar da democracia e da independência de Portugal:
LUTA PELOS TEUS DIREITOS!
EXERCE O TEU DEVER DE CIDADANIA!
PARTICIPA NA GREVE GERAL NACIONAL DE 22 DE MARÇO !

quarta-feira, 7 de março de 2012

Memória

A vaquinha Milu. Durante o consulado de M.L.Rodrigues
acompanhou-me por todo o lado, reuniões, manifestações,
na escola. Hoje descansa na minha secretária de trabalho
entre a imagem de um buda e um pequena pedra de estimação.

Oito de Março de 2008.
Um dia internacional da mulher diferente.
Professores fizeram história.
 

Pois é. Como o tempo passa, foi há quatro anos, a maior manifestação de professores de que há memória em Portugal. No auge da resistência, quase em desespero, vítimas de um ataque sem precedentes, que lhes roubava a dignidade, as condições de trabalho e SER, mais de 120.000 docentes saíram à rua e gritaram bem alto a sua indignação. Mostraram ao país e ao mundo que as políticas socráticas visavam destruir o ensino público, acabar com a carreira docente e preparar o ataque a toda a função pública e resto da população trabalhadora. A manifestação provou que os professores já não aguentavam mais, o sofrimento e a prepotência, exasperavam, colocavam no limite e uniam uma classe difícil de unir e mobilizar. Cumprindo as ordens do seu chefe, a execrável e de má memória, Milu, teve mérito, por uma vez, unir e revoltar toda uma classe. O poder tremeu e só não foi abaixo por inépcia da oposição e das muitas traições sindicais, ainda hoje sem explicação. Numa posição recuada de defesa e “reclamação de diálogo”, cantou-se vitória porque o governo aceitava negociar. Quando a manifestação e a opinião pública exigiam, no mínimo, a queda da ministra, uns quantos estrategas de pacotilha, nos quais se integram algumas direcções sindicais, adormeceram à mesa das negociações, sem qualquer ganho significativo para os professores e para as escolas.
O próprio Carvalho da Silva, na época, dirigente da CGTP, afirmou, nesse dia, discursando, no fim da manifestação, qualquer coisa como: “ A ministra tem de sair, nem que tenha que ser com um guindaste”. No dia seguinte, a ministra continuou e passados alguns dias festejou-se um memorando de entendimento, no qual tinham sido usados, muito mal, como moeda de troca: a luta e a resistência dos professores. Pequenas migalhas e pequenos ajustamentos legais calaram alguns dirigentes e adormeceram uma classe disposta a lutar e a resistir. De significativo pouco se conseguiu, o essencial da dominação e destruição socrática manteve-se: Um sistema de gestão fascizante, cujo dirigente máximo respondia e responde fundamentalmente à Tutela, a perda da autonomia e o fim da participação dos professores na vida e gestão da escola consumou-se; os horários de escravidão e dedicação a burocracias que em nada contribuem para a melhoria do ensino mantiveram-se; o essencial de um modelo de avaliação absurdo, injusto e discricionário continuou e continua. Pequenos núcleos continuaram a resistir, mas sem uma direcção e uma estratégia organizativa capaz de continuar uma luta ferida, agora, desorientada, e algo frustrada. É verdade que, quando entregues a si próprios, um número significativo de professores, consciente ou inconscientemente, foi dando uns tiros nos pés, entregando-se e vendendo-se sem qualquer pejo, a troco de uma possível ultrapassagem pela direita dos restantes colegas. Para alguns, naqueles tempos, como agora, vale tudo, menos tirar olhos, esquecendo-se que no seu afã egoísta e umbiguista, destroem tanto a sua vida como a dos outros, coitados, coitadas, estas últimas estão em maioria, quando acordarem da sua malvadez, talvez seja tarde para se olharem direito. De qualquer modo, estas atitudes só prosperaram porque se mantiveram as direcções escolares, nas escolas, como “cadeias de transmissão” de uma política socrática de dominação e medo. E como o medo impede alguns de viver, muitos outros foram vítimas dos danos colaterais e das traições.
Hoje, nas escolas e no país, o mar está mais encrespado que nunca, hoje mais do que em tempo algum, os professores têm de resistir e lutar. Hoje, ficar a assistir, fazendo de conta que nada é connosco é erro fatal. Como se escreve, no vídeo que hoje vos deixo:
“ É tradição os Homens lutarem! É tradição o Homem crescer.”

Será que se mantém a tradição?



domingo, 26 de fevereiro de 2012

A Confissão de Pedro Passos Coelho.

Para a Alemanha em força.

Para os que ainda não leram,tem alguns dias, mas é imperdível …
A Confissão de Passos Coelho
Crónica do Professor Santana Castilho
Público, 15 /02/2012
 
Passo Coelho perguntou, com legitimidade, referindo-se a José Sócrates: “ Como é possível manter um Governo em que o primeiro-ministro mente?” Teimo na redundância de retomar factos sobejamente conhecidos, que justificam devolver a pergunta a quem a formulou e é, agora, primeiro-ministro. Porque a memória dos homens é curta e a síntese é necessária para compreender o que virá depois.
Passos Coelho enganou os portugueses quando disse que não subiria os impostos, que não reduziria as deduções fiscais em sede de IRS, que achava criminosa a política de privatizações só para arranjar dinheiro, que não contariam com ele para atacar a classe média em nome de problemas externos, que era uma “grande lata”, por parte do PS, acusá-lo de querer liberalizar os despedimentos, que não reduziria a comparticipação do Estado nos medicamentos, que não subiria o IVA e que falar de cortar o subsídio de Natal era um disparate. Passos Coelho enganou os portugueses quando, imagine-se, acusou o PS de atacar os alicerces do Estado social, censurou a transferência do fundo de pensões da PT para o Estado, acusou o Governo anterior de iniquidade porque penalizava os funcionários públicos e os tratava “à bruta”, responsabilizou as políticas socialistas pelo aumento do desemprego e das falências, recusou pôr os reformados a pagar o défice público ou garantiu que o país não necessitava de mais austeridade. Tudo retirado de declarações públicas de Passos Coelho, sustentadas documentalmente. Tudo exactamente ao contrário do que executou, logo que conquistou o poder.



quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Mais vivo que nunca.


Lembram-se do José, do Zeca Afonso? – Morreu há 25 anos. Mas, está mais vivo que nunca!
Os artistas, os verdadeiros criadores não morrem. O PROFESSOR que nunca se calou, até foi expulso do ensino oficial. Os professores, os verdadeiros, estão em vias de extinção, substituídos por mercenários ao serviço da ignorância e da palavra amorfa e oca. “Os vampiros”, pelo contrário, estão ai, mais sedentos que nunca. Ah! Zeca! Se fosses vivo, por estes dias, por estes tempos, o que tu cantarias?!


domingo, 19 de fevereiro de 2012

Frases célebres.

 "Vê lá se te despachas, com tanta graxa, ainda concluo que não
passas de um piegas ."

Frases célebres (...) do Senhor dos Passos... ontem oposição, hoje amanuense de grau zero ao serviço da TROICA. 
Pois é, eles não querem que se brinque ao Carnaval, porque andam mascarados 365 dias (num carnaval permanente à nossa custa); para tal gente todos os dias são dia 1 de Abril, e, por isso, nestes três dias têm medo, muito medo, que o povo lhes tire definitivamente a Máscara! Mas nós não esquecemos e como não temos memória curta fazemos questão de lembrar que o o Rei deste carnaval vai nu!
Com os meus agradecimentos públicos ao colega e amigo António P. que me enviou por correio electrónico as frases que se seguem.
Aqui fica:
1- "Estas medidas põem o país a pão e água. Não se põe um país a pão e água por precaução."
2- "Estamos disponíveis para soluções positivas, não para penhorar futuro tapando com impostos o que não se corta na despesa."
3- "Aceitarei reduções nas deduções no dia em que o Governo anunciar que vai reduzir a carga fiscal às famílias."
4- "Sabemos hoje que o Governo fez de conta. Disse que ia cortar e não cortou."
5- "Nas despesas correntes do Estado, há 10% a 15% de despesas que podem ser reduzidas."
6- "O pior que pode acontecer a Portugal neste momento é que todas as situações financeiras não venham para cima da mesa."
7-"Aqueles que são responsáveis pelo resvalar da despesa têm de ser civil e criminalmente responsáveis pelos seus actos."
8- "Vamos ter de cortar em gorduras e de poupar. O Estado vai ter de fazer austeridade, basta de aplicá-la só aos cidadãos."
9- "Ninguém nos verá impor sacrifícios aos que mais precisam. Os que têm mais terão que ajudar os que têm menos."
10- "Queremos transferir parte dos sacrifícios que se exigem às famílias e às empresas para o Estado."
11- "Já estamos fartos de um Governo que nunca sabe o que diz e nunca sabe o que assina em nome de Portugal."
12- "O Governo está-se a refugiar em desculpas para não dizer como é que tenciona concretizar a baixa da TSU com que se comprometeu no memorando."
13- "Para salvaguardar a coesão social prefiro onerar escalões mais elevados de IRS de modo a desonerar a classe média e baixa."
14-"Se vier a ser necessário algum ajustamento fiscal, será canalizado para o consumo e não para o rendimento das pessoas."
15-"Se formos Governo, posso garantir que não será necessário despedir pessoas nem cortar mais salários para sanear o sistema português."
16- "A ideia que se foi gerando de que o PSD vai aumentar o IVA não tem fundamento."
17- "A pior coisa é ter um Governo fraco. Um Governo mais forte imporá menos sacrifícios aos contribuintes e aos cidadãos."
18- "Não aceitaremos chantagens de estabilidade, não aceitamos o clima emocional de que quem não está caladinho não é patriota"
19- "O PSD chumbou o PEC 4 porque tem de se dizer basta: a austeridade não pode incidir sempre no aumento de impostos e no corte de rendimento."
20- "Já ouvi o primeiro-ministro dizer que o PSD quer acabar com o 13.º mês, mas nós nunca falámos disso e é um disparate."
21- "Como é possível manter um governo em que um primeiro-ministro mente?"
Fonte : Conta de Twitter de  Passos Coelho (@passoscoelho), iniciada a 6 de Março de 2010.
Depois destas frases, não será por acaso que o único ministério sem cortes orçamentais é aquele que lhe guarda as costas, ou será?!
   





sábado, 4 de fevereiro de 2012

Espelho


Velhos
A Segurança Social estima que sejam já 25 mil os idosos em risco e sem apoio, num universo de quase 400 mil pessoas com mais de 65 anos que vivem sozinhas em Portugal, refere o Diário de Notícias na edição de hoje.
Que sociedade, que mundo, que homens andamos a ensinar, formar? Afinal, quais são os valores que prevalecem ? Fala-se tanto do “stress dos mercados “, que tudo e todos subjuga e domina. Hominiza-se, humaniza-se o mercado, o dinheiro, subvertendo todos os valores, esquecendo os VERDADEIROS HOMENS e MULHERES que, cada vez mais, na MAIOR DAS INDIFERENÇAS vão morrendo sozinhos, desprezados e esquecidos.
“Será que ainda conseguimos distinguir o que tem ou não valor?”


sábado, 28 de janeiro de 2012

Nova Teoria do Mal


A LER :
Nova Teoria do Mal
 Miguel Real

«Este é um pequeno livro sobre a origem e as consequências do mal, que tenta explicar por que razão a acção de um homem com poder que humilha outro, retirando-lhe direitos, confere prazer interior a esse homem. A motivação prende-se com o facto de, por exemplo, um ministro que corta do orçamento as verbas para transplantes estar indirectamente a contribuir para a morte de vários indivíduos, sem, no entanto, alguém poder dizer que esse ministro era um homem mau. Um livro polémico no qual, a dada altura, o autor escreve: “Hoje, sempre que vos apareça no ecrã da televisão um economista com funções governamentais – não duvideis: eis a face do mal, aquele que levou a Europa à decadência e se prepara para, alegremente, destruir o planeta.”»
Nas livrarias a 18 de Fevereiro

Texto retirado do blogue: Porta-livros