sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Pedido de escusa.

A Farsa BurroCrata parte 1.
Pedido de escusa de avaliador externo.


Como todos sabemos está congelada há algum tempo (demais) a progressão na carreira docente e não só. No orçamento de estado está claramente inscrita a pedido da troica e, servilmente, aceite a não progressão na função pública, acompanhada de mais horas de trabalho, mais despedimentos e mais roubos nos salários. Como se tudo estivesse a correr normalmente, o MEC pariu, recentemente, nova legislação sem sentido, onde se prepara para carregar mais trabalho escravo sobre os docentes. Refiro-me às novas leis sobre a avaliação de desempenho docente – ADD. A farsa não tem sentido e temos que travá-la enquanto não faz mais estragos do que já fez. Por agora, não tenho disponibilidade para fazer uma peça sobre a situação, nomeadamente, sobre a situação do 2º e 4º escalão, fica prometida para breve, mas aqui fica um contributo que me chegou via correio electrónico: Pedido de escusa de avaliador externo. É preciso seguir o exemplo da autora, autor, deste documento, adaptá-lo a cada caso e provar à tutela que os professores não são um bando de carneiros abúlicos.

ASSUNTO: Pedido de escusa da função de avaliador externo da dimensão científica e pedagógica no âmbito da ADD

O artigo 40º do Estatuto da Carreira Docente, intitulado "Caracterização e objectivos da avaliação do desempenho" refere, no ponto 3, alíneas a), b) e h), respectivamente: "contribuir para a melhoria da prática pedagógica do docente"; "contribuir para a valorização do trabalho e da profissão docente" e "promover o trabalho de cooperação entre os docentes, tendo em vista a melhoria do seu desempenho".
Nos termos do nº 4 do artº 5º do Despacho normativo n.º 24/2012 considero ser meu dever profissional passar a expor a V. Exa. o seguinte:


segunda-feira, 19 de novembro de 2012

O substituto

O substituto
Segundo João Lopes, em crónica publicada no DN: “O Substituto, de Tony Kaye, é um dos filmes mais espantosos que, este ano, chegaram às salas portuguesas. O seu retrato das atribulações de uma escola consegue uma proeza rara: dar a ver como os problemas estruturais do ensino não podem ser pensados descartando as histórias pessoais de alunos e professores. (…) denuncia a demagogia voluntarista dos debates que a televisão nos impinge, reduzindo alunos e professores a peões abstratos de um sistema".
A ver, sem falta!

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Luta Internacional



Luta Internacional.
Hoje é dia de luta e não estamos sozinhos.
“Pela primeira vez, Portugal e Espanha fazem hoje uma greve geral, ao mesmo tempo que Itália e Grécia realizam greves parciais. A juntar a este rol de protestos, nos países do Norte e Centro da Europa estão também previstas várias acções de protesto.
A esta greve geral ibérica, junta-se uma jornada de luta europeia. A Confederação Europeia dos sindicatos mobilizou aproximadamente 40 organizações sindicais em greves, manifestações, acções de rua e reuniões em várias cidades.
Protestos previstos para hoje na Europa
Portugal e Espanha: greve geral;
Itália: greve geral de quatro horas;
Grécia: paralisação de três horas e manifestação em Atenas;
Bélgica: várias acções de protesto em solidariedade com os trabalhadores europeus e uma concentração em frente ao edifício da Comissão Europeia;
França: mais de uma centena de manifestações e concentrações em dezenas de cidades, greves na função pública e transportes;
Reino Unido: diversas acções de solidariedade;
Finlândia: sindicatos reúnem com governo para discutir direitos dos trabalhadores europeus;
Polónia: acções de luta por melhores condições e trabalho;
República Checa: manifestação na capital Praga contra cortes orçamentais;
Áustria: acções de solidariedade com trabalhadores europeus;
Lituânia: greve no sector dos transportes;
Suíça: manifestações junto a embaixadas e à representação permanente da União Europeia (UE);
Dinamarca e Suécia: acções de solidariedade para com os trabalhadores europeus.”
Texto retirado de NOTÍCIAS AO MINUTO.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Todos à greve geral !


Todos à greve geral (internacional)!
Que ninguém fique de fora!
Vamos fechar as escolas e parar o país no dia 14 de Novembro!

Em Defesa da Escola Pública;
Contra o Roubo nos Salários;
Contra os intermináveis Horários de Trabalho Escravo;
Por turmas com 22 alunos (nº máximo);
Pela Dignidade Profissional;
Pela Gestão Democrática das Escolas!
Pelos nossos filhos;
Pelo país;
Contra a Tróica  e o FMI;
Pelo derrube do governo Passos/Portas;
Por um Governo Democrático e Patriótico;
Pelo FUTURO!
            “ Construir sociedade e comunidade significa que se não evita nenhum dos desafios que a humanidade enfrenta num momento crítico para ela. Os problemas sejam eles de que índole forem, devem ser encarados de frente sem ambiguidades, com a clara decisão de os resolver ou, pelo menos, de o tentar fazer. Não o fazer assim é trairmo-nos a nós mesmos e aos que acreditaram que essa era a nossa obrigação. Dizer a verdade ao poder, bem como aos que o exercem ou se escondem cobardemente atrás dele, não é uma alternativa entre muitas, mas a única possível.
Sermos independentes é sermos capazes de defender as próprias ideias, mas também confrontá-las e pô-las em comum com os que pensam de forma diferente, mas estão dispostos a somar esforços para conseguir uma convivência melhor e tornar este mundo mais livre, mais seguro e mais justo.”
Baltasar Garzón, UM MUNDO SEM MEDO.

“ No dia 27 de Maio de 1991, Alberto Pimenta (…) esteve exposto entre as 17.30 e as 19.30, para venda, à porta da igreja dos Mártires em Lisboa”.
In IV DE OUROS, Alberto Pimenta, Fenda Edições
 
Afinal, um acto na época incompreendido por muitos dos que por ali passaram, tornou-se numa espécie de profecia, os negreiros que nos desgovernam há muito que venderam os portugueses aos apetites vorazes da TRÓICA e de outras aves de rapina.
Vais deixar que te vendam e te roubem ?


Para a História



Para a História.
Merkel recebida com a dignidade que merece.
Merkel raus aus Portugal!
Merkel nazi, rua!
Morte à tróica!
Que se lixe a tróica queremos as nossas vidas!
Tróica e governo rua!
NÃO PAGAMOS! 




segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Murro no estômago.



Murro no estômago. Revoltado e emocionado vi e revi esta grande reportagem. Sabemos que estes professores fazem falta.
Mais alunos por turma, menos horas na direcção de turma, entre outras coisas, deram nisto. A qualidade do ensino degrada-se dia a dia. Ensinar, transforma-se cada vez mais num inferno. Os abutres pairam sobre a escola pública.
No essencial uma boa reportagem. A começar pela voz execrável, monocórdica e salazarenta de Gaspar.
Bem hajam, os professores que muito bem deram a cara!


A 14 de Novembro, greve geral internacional, dia, hora e o momento certos, para mandarmos este governo de negreiros traidores: À grandessíssima Troica que o pariu!

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Catastroika


 CatastroiKa
Perturbante e verdadeiro.
 Para Ver e ouvir com atenção.
Divulgar e discutir. A dívida ao serviço do grande capital financeiro mundial para matar e destruir povos. Por cá, estamos a viver este filme da pior forma. O orçamento aprovado dia 31 é uma pequena das muitas armas que temos apontadas às nossas vidas. A “refundação” com que o Afra de Massa-má acena, prevê a utilização de armas de destruição massiva: acabar com o que resta de direitos e entregar as nossas vidas aos abutres da alta finança. A escola pública é para destruir e o dito “sistema de saúde “para morrer. Estamos à venda! Se não lutarmos, seremos um povo indigno.

“O novo documentário da equipa responsável por Dividocracia chama-se Castastroika e faz um relato avassalador sobre o impacto da privatização massiva de bens públicos e sobre toda a ideologia neoliberal que está por detrás. Catastroika denuncia exemplos concretos na Rússia, Chile, Inglaterra, França, Estados Unidos e, obviamente, na Grécia, em sectores como os transportes, a água ou a energia. Produzido através de contribuições do público, conta com o testemunho de nomes como Slavoj Žižek, Naomi Klein, Luís Sepúlveda, Ken Loach, Dean Baker e Aditya Chakrabortyy.

De forma deliberada e com uma motivação ideológica clara, os governos daqueles países estrangulam ou estrangularam serviços públicos fundamentais, elegendo os funcionários públicos como bodes expiatórios, para apresentarem, em seguida, a privatização como solução óbvia e inevitável. Sacrifica-se a qualidade, a segurança e a sustentabilidade, provocando, invariavelmente, uma deterioração generalizada da qualidade de vida dos cidadãos.
As consequências mais devastadoras registam-se nos países obrigados, por credores e instituições internacionais (como a Troika), a proceder a privatizações massivas, como contrapartida dos planos de «resgate». Catastroika evidencia, por exemplo, que o endividamento consiste numa estratégia para suspender a democracia e implementar medidas que nunca nenhum regime democrático ousou sequer propor antes de serem testadas nas ditaduras do Chile e da Turquia. O objectivo é a transferência para mãos privadas da riqueza gerada, ao longo dos tempos, pelos cidadãos. Nada disto seria possível, num país democrático, sem a implementação de medidas de austeridade que deixem a economia refém dos mecanismos da especulação e da chantagem — o que implica, como se está a ver na Grécia, o total aniquilamento das estruturas basilares da sociedade, nomeadamente as que garantem a sustentabilidade, a coesão social e níveis de vida condignos.
Se a Grécia é o melhor exemplo da relação entre a dividocracia e a catastroika, ela é também, nestes dias, a prova de que as pessoas não abdicaram da responsabilidade de exigir um futuro. Cá e lá, é importante saber o que está em jogo — e Catastroika rompe com o discurso hegemónico omnipresente nos media convencionais, tornando bem claro que o desafio que temos pela frente é optar entre a luta ou a barbárie.”
 Texto que acompanha o filme (sublinhados da responsabilidade de No Coração da Escola).
 A 14 de Novembro, greve geral internacional, dia, hora e o momento certos, para mandarmos este governo de negreiros traidores: À austeridade que o pariu!