quinta-feira, 13 de junho de 2013

O que está em causa.


Santana Castilho, declarações à Antena 1 :
o júri nacional de exames não tem nenhum vínculo hierárquico com os directores das escolas nem com os professores, para fazer isso.
Aquilo que foi feito foi uma 'orientação'. É esse o título de um e-mail que chegou às escolas: uma 'orientação'. Ora isto, em meu entender, não obriga as escolas. Isto denota uma grande cobardia por parte de um ministro que, além de mentiroso, de facto, é cobarde. Incumbe um júri nacional de exames de tomar uma medida que vale o que vale.

Os professores em greve não têm que comparecer na escola.

É isso que está aqui em causa. É isso que se joga! É defender uma escola pública para todos os portugueses! Que é um valor constitucional, é um valor civilizacional, é um instrumento da soberania do país! E impedir que se instaure uma escola privada para os ricos e uma escola limitada para os pobres. É esta a questão! É isto que os portugueses têm que perceber e é por isto que os professores estão em luta!
É isso que está aqui em causa, de facto, em minha análise, E ESPERO BEM QUE OS PROFESSORES PORTUGUESES PERCEBAM A RESPONSABILIDADE QUE TÊM NESTA ALTURA. Foi tarde, mas finalmente, parece que alguma coisa está a acontecer neste país!»

quarta-feira, 12 de junho de 2013

O momento da verdade


A 17 DE JUNHO SOMOS NÓS QUE “VAMOS” A EXAME
DEPOIS DE 17 DE JUNHO TEREMOS O QUE ESCOLHERMOS
COLEGAS, confrontados com uma “pérola” que dá pelo nome de Mensagem n.º 8 do JNE, o dia 17 de junho tornou-se para todos (mesmo todos) o dia da afirmação ou do “achincalhamento” definitivo da classe docente.
Não pode haver qualquer convocatória que interfira com o direito à greve constitucionalmente definido. Uma convocatória, seja de quem for, não é requisição civil nem configura serviços mínimos. Portanto só não faz greve quem não quer. Só se efetuarão exames se NÓS quisermos.
O dia 17 servirá para “separar o trigo do joio”. No dia 17, com todos convocados, saberemos quais são aqueles que avalizam as medidas que pretendem“espezinhar” os professores e subverter completamente o ensino público em Portugal. No dia 17 não haverá contratados ou efetivos ou QZP’S. Seremos todos apenas PROFESSORES, sem qualquer distinção de vínculo ou função exercida, desde quem leciona a quem dirige. Depois do dia 17 teremos aquilo que NÓS, OS PROFESSORES ESCOLHERMOS.
No dia 17 cada um de NÓS terá que fazer uma escolha. Mas depois do dia 17, cada um terá que viver com a escolha que fizer nesse dia. Cada um terá que ter“arcaboiço” para aguentar com as consequências menos boas que
advenham da sua própria escolha.
E nenhum dos que escolherem pelo facilitismo e pelo “deixa andar que não é nada comigo”, poderá no futuro esperar qualquer gesto de compreensão ou apoio por parte dos que não viram a cara à luta, quando se virem sem horário, sem emprego, sem rendimento ou com o rendimento reduzido, ou quando os mandarem “requalificar-se”.

A HORA DA ESCOLHA SERÁ NO DIA 17


João Aristides Duarte

sábado, 8 de junho de 2013

Os Palhaços e a crise.

Retirada do blogue : Diário Metafísico
 


Os Palhaços e a crise.
Os palhaços e a crise ou da crise dos palhaços ou de como os palhaços sofrem com a crise. Apesar da chuva, do 13 de maio e de outros milagres que não contemplam o povo. Vou falar-vos de palhaços, sim dos verdadeiros, não dos petulantes e dos que por imagem metafórica se vão associando, nada de sentidos figurados, de segundas interpretações, o palhaço de que vos quero falar é, segundo o dicionário: personagem cómica e burlesca de circo que diverte o público com facécias , anedotas, etc. Este de que vos falarei não usa a “palheta” para enganar o povo. É verdadeiro e leal, é um pobre e triste palhaço que a crise de outros atirou tristemente, irremediavelmente, para a valeta da vida, às esmolas, sem sorriso e sem pão. Nada, mas nada, tem a ver com outros a quem erradamente chamam palhaços, tais outros e outras são bem piores, são personagens do mais funesto filme de terror, por isso, chamar-lhes: Arlequins; saltimbancos; bobos ou mesmo palhaços a ofensa é sempre para estes últimos, os genuínos, os profissionais sinceros que desde menino aprendi a admirar e respeitar.
A que propósito vem toda esta atividade circense é coisa que vereis e me tocou. Tudo isto que vos parece metafísico, é, infelizmente, muito real. Quem dera não fosse, e os verdadeiros palhaços pobres fossem mesmo os outros, os indigentes que nos gozam e desgovernam.
Vamos então à história, um dos vários blogues que sigo e leio com atenção, é o DIÁRIO METAFÍSICO, da jornalista Ana Catarina Santos. Bem escrito, temas diversificados. Lê-se com prazer e não cansa. No dia 21 de maio, vi e li por lá um “post” intitulado : “Palhaços, eles” que me sensibilizou e me fez pensar nos tempos que correm, na falta que faz muita coisa e nesta coisa tocante, triste, da austeridade, a bruta austeridade, dos canalhas obrigar um palhaço a mendigar um sorriso. Mas, por favor, leiam e comovam-se como eu me comovi quando pela primeira vez li o artigo. Ali sim, vi uma metáfora, das melhores e mais tristes sobre os BRUTOS que governam o mundo.

domingo, 26 de maio de 2013

Nova teoria da felicidade


O prazer de ler.
 Uma das coisas que a troica nunca conseguirá tirar-nos, apesar de
 nos retirar dinheiro para livros… enfim, leiam e, já agora, façam-me
 o favor de ser felizes, ou pelo menos, lutem por isso.

Este pequeno livro versa sobre a origem e as consequências da felicidade ou da falta dela, sobre o que é ser feliz (seguindo o pensamento de outros filósofos, como Matias Aires) e sobre o que na sociedade actual é impedimento para a vida plena e feliz. Em diálogo com outro livro do autor (Nova Teoria do Mal), procura estabelecer uma relação lógica mas não dependente entre os dois conceitos.
“Uma classe política enriquecida à custa de be­nesses e subsídios do Estado, presumindo-se americana, classificando arrogantemente o povo português de “piegas”, incentivando descarada­mente a população jovem a emigrar, declarou guerra oficial ao bem comum e aos valores per­manentes de Portugal, acentuando de um modo calamitoso desigualdades sociais, estendendo a mancha de pobreza para além dos dois milhões de habitantes.”
Retirado do blogue: Planetamarcia
 
«Nova Teoria do Mal escandalizou. Fico feliz se Nova Teoria da Felicidade também escandalizar, embora o tema seja menos polémico. Escandalizar, para espíritos pobres, significou, em Nova Teoria do Mal, aprovar ou não aprovar entusiasmadamente. Desejaria que Nova Teoria da Felicidade escandalizasse de outro modo - que a sua recepção fosse remetida ao mais absoluto silêncio e que cada leitor, suspendendo os seus preconceitos cristalizados, meditasse sobre as teses nele apresentadas. Meditasse com o sangue da memória e a sabedoria da experiência, reflectisse sobre as quatro ou cinco teses nele defendidas animado do mesmo temor e do mesmo delírio com que as desenvolvi. Ao fim e ao cabo, trata-se da vida pessoal de cada leitor - saber se é possuidor de uma vida satisfeita, uma vida realizada ou uma vida feliz. Ou, simplesmente, uma vida frustrada.»
Texto retirado do portal da LEYA.


quinta-feira, 23 de maio de 2013

Agora ou nunca.


Um grito de revolta, de alerta, em forma de texto, assim leio e interpreto a excelente crónica do professor Santana Castilho, publicada ontem no jornal Público.
Aos professores restam duas alternativas: Lutar para vencer ou ajoelhar e tornarem-se miseráveis e indignos para sempre. ESCOLHAM!
O país não está só em recessão e depressão. Parece gerido a partir de uma nave de loucos.

Mal foi anunciada a greve dos professores, surgiram, cândidos, dois discursos: o dos que a condicionam a não perturbar a tranquilidade do chá das cinco e o dos que só militam na solução que nunca é proposta. Aos primeiros, é curioso vê-los invocar o direito de uns, com as botas cardadas calcando os direitos dos outros. Aos segundos, repito o que em tempos aqui escrevi: os professores sabem, têm a obrigação de saber, que todo o poder só se constrói sobre o consentimento dos que obedecem. Quando vos tocarem à porta, não se queixem!  Crónica de Santana Castilho, PÚBLICO,22/05/2013

domingo, 19 de maio de 2013

Preparemo-nos.


Preparemo-nos:
Greve ao serviço de avaliações para os dias 11, 12, 13 e 14 de junho.
Manifestação Nacional de Professores, Educadores e Investigadores para 15 de junho, em Lisboa.
Greve Nacional de Professores, Educadores e Investigadores Portugueses para 17 de junho.

Foi com satisfação que recebi a informação de que nove organizações sindicais de professores estiveram reunidas e decidiram ações comuns, de luta contra a anunciada imposição da mobilidade especial aos professores, o aumento do horário de trabalho para as quarenta horas e a eliminação das tabelas salariais. Sem dúvida que este unir de esforços é um passo positivo. Na verdade, face ao que se está a passar no país, e em particular na educação, peca por tardio este juntar de forças. De qualquer modo, como diz o povo: ”Vale mais tarde que nunca”. Saúdo esta unidade, aplaudo este anúncio de luta. Só espero e sinceramente desejo que seja mesmo disposição para lutar e não um mero acenar de reivindicações para queimar em negociações de gabinete, disso estão os professores fartos. Não me quero deter muito sobre o comunicado distribuído à comunicação social, dele retiro para já a vontade de lutar, mas há uma crítica que não posso deixar de fazer: as ilusões quanto ao diálogo com um governo fascista apostado em matar os professores e destruir a escola pública; outra coisa difícil de entender, como é que se vai para lutas destas e se faz um comunicado desta natureza sem exigir aquilo que os portugueses gritam há muito: Derrube do governo?! Desculpem-me o desabafo, mas não sei que dizer de generais que convocam os seus soldados para a luta sem lhes impor a derrota do inimigo. Os serviçais troicanos há muito que nos declararam guerra, há muito que lançaram a sua senha terrorista sobre os professores, as suas vidas e sobre a sua vida na escola, os nossos generais parece que nos convocam para brincar às guerras. Se vamos lutar que seja com todas as armas, com todas as forças e com objetivos bem definidos, e um dos que falta anunciar e devia, a meu ver, estar claramente enunciado no comunicado dos nossos sindicalistas é, repito: O derrube do governo dos traidores e fascistas Crato e Passos. Ou será que ainda alimentamos ilusões quanto à política neonazi destes facínoras?