domingo, 20 de outubro de 2013

Genocídio

Morte  aos troicanos!


Há palavras e vozes que nos sossegam, que nos deixam tranquilos, nos fazem pensar e agitam, são exemplares na análise e na coragem de dizer a verdade, sem meias tintas, falam-nos com tudo e de tudo a que temos direito.
Aqui ficam algumas das melhores coisas que li , ouvi e vi nos últimos dias.

Garcia Pereira, na ETV


domingo, 13 de outubro de 2013

Arripiante


“Uma folha cai ao céu.”
O escritor Knud Romer fala sobre a morte de seu pai.

Para ver e ouvir com atenção até ao fim. Vale a pena, muito a pena.
Se isto não vos “tocar”, é porque já morrestes. E, é pena…


domingo, 22 de setembro de 2013

BEM HAJAM !

“ O melhor espelho não reflecte o outro lado das coisas.”

Provérbio Japonês


António Lopes; Carlos Filipe; Ana Martins, Anabela; Armando; Armindo Carvalho; Américo Penedos; Américo Pereira; Carlos Filipe; Carlos Pereira; Carla Seixas; Carlos Silva; Eduarda; Emília Quaresma; Fernando; Fernando Manuel; Fernando Martins; Gilberto; Helena Filipe; Helena Farinha; Ismael, Júlia; Joaquim Ferreira; João Dias; José Luís Costa; José Santos; José Vaz; Luís Figueira; Luís Martins; Luís Machado; Luísa Galveia ;Manuel Rocha; Maria Guerra; Pedro Dias; Pedro Guerreiro; Rui Manuel; Rui Cardiga; Sílvio Lopes; Teresa Jacinto; Telma Neves…

Voltámos à escola, regressámos menos a uma escola menor, de aparência maior, com mais alunos por turma, com mais confusão e desorientação. Fala-se em autonomia, mas nunca, como agora, a escola pública foi tão controlada. O ministério não confia em ninguém, não acredita nos diretores, assoberba-os com diretivas de última e má hora que só prejudicam a boa gestão, odeia os professores, os funcionários não são precisos. A escola pública está a saque e, tal como o país, sequestrada, e cada vez mais nas mãos dos grandes interesses financeiros. Há menos professores, repito, mais turmas, com mais alunos, mais alunos sem turma, turmas sem professores, muitos, mas, muitos professores no desemprego. Aparentemente, muito aparentemente, tudo parece funcionar sobre rodas. Nero, vulgo INcrato, cada vez que fala, diz menos, mais pausadamente, mentindo mais e iludindo outro tanto. A voz pseudo-pausada com que nos vai brindando traz-me à memória, má memória, quiçá pesadelo, a outra alimária que um dia foi ministro e a que chamavam “Gasparzinho”. Vá-se lá saber porquê, para mim, Nero e Gaspar não passam de duas almas gémeas que encarnaram o lado mau de um dos piores e mais terríficos filmes de terror.
As salas de professores das nossas escolas são um misto de ilusão e cemitério. Esperança, ilusão, desânimo e incerteza misturam-se numa raiva surda onde o cheira a traça e incenso predominam. Um qualquer romance sobre a escola e os professores, escrito a partir da escola e das salas de professores, só poderá ter um de dois títulos: “ A vã ilusão de ensinar e o cemitério”, ou o “professor e o cemitério”.  Vivemos hoje, um dos capítulos derradeiros do fim da vida do professor. Mas isso, caros amigos, fica para outro dia, quero falar-vos, escrever, sobre outra coisa, que me dói, que me entristeceu e, por estes dias, me angustiou. A dor da ausência. Os muitos colegas, muitos dos bons profissionais, muitos dos bons amigos de que, agora, só recordo a cara e a voz. Os que o “sistema” lançou “borda-fora” quando podiam e deviam, dar mais, muito mais à escola, em saber e forma de estar. Falo claro está nos “aposentados”, nos que já não aguentavam mais e, podendo, deixaram o “ inferno escolar”. Que futuro tem uma profissão de onde são afastados os mais experientes, os que foram acumulando experiência e, em condições normais, seriam o garante da transmissão de uma cultura de saber estar e fazer, necessária à profissão. Bem sei que para o INcrato Arrobas, professor é sinónimo de Robot programado para corrigir exames e corrigir mais exames, ainda mais exames numa equação infinita de exames que um dia destes não servirão para nada, quando, tarde, se descobrir que os males do ensino não se resolvem com exames. De facto, só uma mente crática, na sua manifesta ignorância do que é uma escola e o “ensino dito secundário” em Portugal, ousaria sonhar tal coisa.
Mas, o que eu quero é “falar” dos que saíram, sem uma palavra, sem uma despedida, sem um reconhecimento, mas tão só com a sensação de que estavam a mais, não podiam mais. Não vos esquecerei, a escola não vos esquecerá. Várias gerações de alunos, não vos esquecerão. De uma forma ou de outra, uns mais outros menos, mas a vossa marca indelével ficou. BEM HAJAM! Grande abraço de solidariedade. 
Nós, todos os outros, na arena, de espada desembainhada, continuaremos fiéis aos mesmos princípios de sempre. Uma coisa vos prometemos: as salas de professores transformar-se-ão, num imenso cemitério, onde a curto prazo festejaremos o funeral político dos Neros troicanos que um dia tiveram a veleidade de nos desafiar.
Abraço solidário!

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Escuta !


Foto :Retirada do google +
 

Caros visitantes, leitores e amigos chegou o momento de uma merecida e justa pausa, precisamos de recarregar baterias, de trilhar novos caminhos, de respirar profundamente novos ares. Partir, andar por ai, navegar sem destino, reinventarmo-nos, sentir um novo eu capaz de reforçar o que de melhor somos. Simplesmente estar, para ser, descontrair na procura de uma nova e mais forte força de implosão. Andar perto caminhando longe. Renascer, esvaziar, limpar a mente, como diria um sábio mestre de artes marciais:

“ Liberta-te. Se tentares lembrar tudo, perdes. Esvazia o teu pensamento. Escuta, não podes ver, mas podes ouvir. O vento! Escuta os pássaros. Estás a ouvir os pássaros? Tens de te tornar vento. Esvazia o teu pensamento. Sabes como a água enche uma chávena? A água se torna chávena. Tens de estar preparado. Tens de pensar em nada. Tens que tornar-te fluido. Tens de te transformar em nada”.
Um “nada” que é tudo, tal como o mito de Fernando Pessoa. Um nada que se transforma em “ambrósia” e nos faz mais fortes. Por isso, caros amigos aproveitem estes breves momentos. Bom descanso e se possível boas férias!
Tão Perto, mas por caminhos diferentes…




terça-feira, 30 de julho de 2013

Ressuscitará?

Foto: Luís Sérgio

Inspirado no” menino de sua mãe” de Fernando Pessoa, aqui vos deixo, um grito de dor, lamento, por um povo subjugado e silenciado pelas gargalhadas das hienas do mais desenfreado capitalismo.


Ressuscitará?

No cantinho europeu abandonado
Que a troica bruta arrefece,
por  portas e coelhos ultrajado
facínoras, de lado a lado,
Jaz obediente, e prostrado.

Um povo sem sangue.
De braços estendidos,
à fome, mendigando, exangue,
Fita com olhar langue
e cego, os céus perdidos.

Que povo! Que povo era!
(agora que (in) dignidade tem?)
Povo único, a mãe lhe dera
um nome e o mantivera:
«Lusitano.»

Caiu-lhe da algibeira
a última migalha breve.
Dera-lhe o FMI. Está inteira
E boa a migalha.

(Um qualquer rato a comerá)
Ele é que já não serve.

De outra algibeira, alada
Ponta a roçar o solo,
A brancura embainhada
De um lenço para dizer adeus…

deu-lho a chanceler estouvada
que de porco o batizou.

Lá longe, no BCE, há a prece:
“Que pague cedo, e bem!”
(Malhas que Belém tece!)
Jaz morto e apodrece
O Lusitano povo.

Ressuscitará?
Será que se levantará,
Contra os filhos da mãe?

domingo, 21 de julho de 2013

Dividocracia


Dividocracia
Um documentário de 2011 que vale a pena ver ou rever. Para reflectir e arejar as mentes sobre a crise e as dívidas. Para centrar a política naquilo que muitos querem ignorar: a quem serviu a dívida? Quem a deve pagar?

“Documentário que revela a crise económico-social pela qual passam os países periféricos da União Europeia. Vemos como as políticas económicas neoliberais impostas pelos agentes financeiros da UE levam à bancarrota os países de sua periferia e os deixam maniatados às decisões das grandes corporações financeiras extranacionais. O interesse primordial é sempre a defesa dos ganhos dos grandes grupos financeiros dos países mais fortes, principalmente da Alemanha, em detrimento das maiorias populares dos países de segunda linha como Grécia e Irlanda.
O filme também nos mostra que é possível enfrentar com êxito as pressões dos aparelhos ao serviço do capital financeiro mundial (FMI, Banco Mundial, etc.) quando os governantes do país ameaçado têm suficiente dignidade para colocar em primeiro lugar a satisfação das necessidades de seu povo, e não a obsessão por lucros dos magnatas financeiros. É o caso do Equador dirigido por Rafael Correa.

Este documentário expõe a crueldade que move o neoliberalismo em seu afã por ganhar cada vez mais às custas do sacrifício de todos os demais setores da população. Ele também deixa claro que, com a decidida mobilização das maiorias populares, o monstruoso aparato financeiro pode ser derrotado.”
Texto retirado da internet


 


terça-feira, 16 de julho de 2013

A Minha Geração


“Um povo entre a espada e a parede
Neste início da segunda década do século, o ambiente em Portugal é opressivamente depressivo. A crise económica colocou milhões no limiar da sobrevivência. Sobrevivendo, sem qualidade de vida ou conforto material. (…) fecham empresas diariamente, são lançados milhares no desemprego.”
Paulo de Morais, DA CORRUPÇÃO À CRISE Que Fazer?
Os UHF voltaram com “A MINHA GERAÇÃO”, música e letra do melhor, a não perder.
Parabéns a António Manuel Ribeiro e seus companheiros, obrigado pela música e letra que nos trouxeram. Precisamos de gente com imaginação e arte capaz de disparar inteligentemente contra a canalha que nos trama a vida. Tal como vós, estou farto, FARTO, de gente obediente, “de borregos que seguem no carreiro como se nada lhes tocasse.”
 Abraço solidário!
“Estou cansado
Cansado da rotina
Desta mentira que é a vida
Servida respeitosamente
Com ferrete
Obediente
Obediente.”
(…)