Foto : Inês Mendes
Ao cuidado de: Sr. Ministro da educação, Professor Doutor Nuno Crato; Partidos políticos; Sindicatos; Directores escolares; Professores e restantes funcionários das escolas e agrupamentos escolares; Cidadãos em geral.
Então e os directores. Pá!
Segundo o DN os directores escolares andam preocupados porque não têm quem os avalie. Até avançam algumas soluções para resolver a questão, inclusive o adiamento, visto que ninguém progride. Estranho é que não se tenham lembrado dessa ideia quando se tratou de avaliar os colegas. Nenhumas das propostas avançadas pelos senhores directores me parecem sensatas, pelo menos das que foram divulgadas. A maior parte, como sabemos, trabalhou servilmente recorrendo a todos os folclores possíveis e imaginários para mostrar serviço às DREs, e, agora, vê a sua subserviência ir por água abaixo sem a respectiva compensação. Temos pena, muita pena! Por isso, queremos ajudar. Em primeiro lugar, não queremos que tão excelsos servidores do estado fiquem sem avaliação, eles que tanto a adoram (realmente este mundo é cruel, como podem estas almas passar sem avaliação …). Segundo - pretendemos aproveitar para ver quem tem “costela democrática” e exige ser avaliado por aqueles que supostamente dirige. Vá lá, não tenham medo da arraia-miúda… Terceiro – aproveitar esta janela de oportunidade (que bonito não é?) e dar largas à reivindicação da autonomia tão desejada por alguns. Mas como? - Propor de imediato que os partidos legislem no sentido de os senhores directores serem avaliados por todos os professores e funcionários dos agrupamentos de forma anónima. Confesso que não encontro melhor forma de avaliar um dirigente, seja ele qual for: ser avaliado pelos que dirige, pelos que “sentem na pele a qualidade ou não das suas decisões, pelos que “sentem na pele” a justiça ou não da sua actuação. Cumpria-se assim um dos desígnios da autonomia e, por outro lado, aferia-se do estado de satisfação com o tipo de gestão que impera nas escolas. Terão os sindicatos coragem para aproveitar a oportunidade? Serão os senhores “chefes” homens suficientes para aceitar a avaliação feita por quem realmente sabe o que eles valem? Será que o ministério quer mesmo a autonomia? Ao terceiro dia, Deus disse: “ avaliai-vos uns aos outros “. Será que vamos perder esta oportunidade e por em causa a fé democrática?
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