
NO CORAÇÃO DA ESCOLA deseja a todos os amigos e visitantes um BOM NATAL e um FELIZ ANO NOVO !
Festas !
É tempo de festejarmos, de estar com familiares e amigos, mas também é, deve ser tempo de reflexão, de introspecção, de nos recolhermos e reencontrarmos com o mais profundo de nós, com o lado mais sublime e silencioso que nos dá alento. Nestes breves dias que temos pela frente (pela minha parte, sem computador, sem internet) sem escola, sem horários, sem tropelias administrativas, mergulhemos nas palavras, no seu ser, no seu significado, na razão de serem ditas, escritas, silenciadas, omitidas e mais que tudo: vividas. Pensemos com elas, com o(s) seu(s) significado(s). Naveguemos para lá dos sonhos, para lá do impossível, bem para lá do que parece óbvio, só assim nos entenderemos, só assim compreenderemos a vida e o outro lado dos vários caminhos que podíamos seguir, mas que não escolhemos. Procuremos o porquê? E, para quê? Só, deste modo, a festa, a recreação faz sentido, aliviarmo-nos para sermos. Parece demasiada filosofia, se calhar até nem é, há dias assim, ficamos um pouco avariados, como o tempo. Afinal, o que eu quero é desejar-vos BOAS FESTAS! Sem restrições, mas pensando muito em serem felizes, em aproveitarem a vida e o melhor que ela tem. Intriguem-se, despertem, meus amigos a vida está aí para ser vivida, reflectida, porque como escreveu Vergílio Ferreira:
“ Quando estiveres cansado de olhar uma flor, uma criança, uma pedra, quando estiveres cansado ou distraído de ouvir um pássaro a explicar o ser, quando te não intrigar o existirem coisas e numa noite de céu limpo nenhuma estrela te dirigir a palavra, quando estiveres farto de saberes que não existes e não souberes que existes, quando não reparares que nunca reparaste no azul do mar, quando estiveres farto de querer saber o que nunca saberás, se nunca o amanhecer amanheceu em ti ou já não, se nunca amaste a luz e só o que ela ilumina, se nunca nasceste por ti e não apenas pelos que te fizeram nascer, se nunca soubeste que existias mas apenas o que exististe com esse existir, quando, se -, porque temes então a morte, se já estás morto?”
in. PENSAR
O que sei, o que não esqueci…tudo o que aprendi…
O que sei, o que não esqueci…tudo o que aprendi…