sábado, 15 de abril de 2017

Cidadão do Mundo

Foto :L. Sérgio

Cidadão do Mundo


Escrevo o que vejo dos sonhos
pinto murais da imaginação
nas telas da vida real.
Pinturas desvairadas
dos sonhos perdidos,
sonhos esquecidos no ser comum.
Cidadão do mundo.
Inscrito na pedra,
Sonho teu
Sonho do mundo.
Liberdade de
Ser
Estar
Ver
 Aprender
Viajar.
Cidadão do mundo
Mural, valor,
Cidadania inscrita
Vivida sem temor.
Protesto da razão contra as grilhetas.
Mundo sem fronteiras
Muros para amar e crescer.
Muros que salto,
Ultrapasso para viver.
Muros que protegem,
Afagam, abraçam
E nos deixam livres para ser.
Cidadão do mundo,
Sonho meu
valor que o velho filósofo ergeu.
Será sonho
realidade,
palavra desvairada
luta continuada, continuamente,
Inexoravelmente, inscrita na pedra.
Gritada, vivida, plenamente,
inevitavelmente,
contra a opressão.
Cidadão do mundo
Grita, Sê tudo em ti.
Reinventa o teu caminho,
nos teus passos inomináveis viagens
com teus passos incontáveis destinos,
sem amarras, sem muros, numa contínua
liberdade de estar, sonhar, ousar, ser.
Cidadão do mundo.
Vive para lá do sonho plenamente sentido,
Tu és
Desejo
Amor
Emoção
Sentimento percorrido.
Clama, grita o teu sem sentido,
Sem muros,
arames, prisões
 faz o teu destino, tu és o caminho.
Em ti todo o mundo.
Cidadão
Só és
Sem pátria,
Sem deus,
Sem religião,
Por ti, em ti és o mundo
Ousa ser.


Luís Sérgio
 Fevereiro de 2017

1 comentário:

  1. Querido amigo, mais um bom e significativo poema. Boas palavras.
    Beijinhos.

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